O setor de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) tem sido um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Com o fechamento de shoppings e a queda no fluxo de pessoas, muitos FIIs de shoppings tiveram que lidar com a diminuição de receitas e o aumento das dívidas. No entanto, mesmo com esse cenário desafiador, o setor tem mostrado resiliência e conseguiu manter indicadores operacionais saudáveis, além de avançar nas vendas.
De acordo com o relatório do Itaú BBA, alguns FIIs de shoppings têm se destacado e retomado o fôlego, mesmo com o peso das dívidas em suas estratégias. Entre os preferidos do banco estão o XP Malls FII (XPML11), o BTG Pactual Shoppings (BPML11) e o Vinci Shopping Centers (VISC11).
O XP Malls FII é um dos maiores fundos de shoppings do país, com participação em 13 empreendimentos. Segundo o relatório, o fundo tem apresentado uma recuperação gradual nas vendas, com destaque para os shoppings localizados em regiões mais turísticas, como Rio de Janeiro e Fortaleza. Além disso, o fundo tem uma gestão ativa e busca sempre diversificar sua carteira, o que o torna uma opção interessante para os investidores.
Já o BTG Pactual Shoppings é um fundo mais recente, mas que tem mostrado um bom desempenho. Com apenas dois anos de existência, o fundo já possui participação em 11 shoppings, sendo a maioria localizada em São Paulo. O relatório destaca que o fundo tem apresentado uma recuperação rápida nas vendas, com destaque para os shoppings de bairros nobres da capital paulista.
O Vinci Shopping Centers é outro fundo que tem se destacado no setor de shoppings. Com uma carteira diversificada, o fundo possui participação em 18 empreendimentos, distribuídos em diferentes regiões do país. O relatório do Itaú BBA destaca que o fundo tem apresentado uma recuperação consistente nas vendas, com destaque para os shoppings localizados em cidades do interior.
Apesar dos desafios enfrentados pelos FIIs de shoppings, o setor tem mostrado uma recuperação gradual e consistente. Com a flexibilização das medidas de isolamento social e a retomada das atividades comerciais, os shoppings têm registrado um aumento no fluxo de pessoas e nas vendas. Além disso, muitos fundos têm adotado estratégias para reduzir o impacto das dívidas em suas operações.
Uma dessas estratégias é a renegociação de contratos de locação com os lojistas. Com a queda nas vendas, muitos lojistas não conseguiram arcar com o valor do aluguel e, por isso, os FIIs têm buscado formas de ajudá-los a manter seus negócios. Além disso, alguns fundos têm optado por reduzir a distribuição de dividendos aos cotistas, a fim de preservar o caixa e garantir a saúde financeira do fundo.
Outra medida adotada pelos FIIs de shoppings é a diversificação de suas carteiras. Com a incerteza em relação à recuperação do setor de shoppings, muitos fundos têm buscado investir em outros segmentos imobiliários, como lajes corporativas e galpões logísticos. Essa diversificação tem se mostrado uma estratégia eficaz para reduzir o risco e garantir uma maior estabilidade nos resultados.
Apesar das preocupações com as dívidas, os FIIs de shoppings têm mostrado que é possível superar os desafios e retomar o



