Nos últimos anos, o mercado de fundos de investimento imobiliário (FIIs) tem ganhado cada vez mais destaque entre os investidores brasileiros. Com uma grande diversidade de opções, esses fundos oferecem a oportunidade de investir em imóveis sem a necessidade de adquirir um imóvel físico, além de proporcionar uma rentabilidade atrativa e uma maior liquidez.
Porém, diante de tantas opções disponíveis, é comum que surja a dúvida sobre qual seria a melhor alocação entre os fundos de papel e tijolo. Enquanto os fundos de papel investem em ativos financeiros lastreados em imóveis, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), os fundos de tijolo investem diretamente em imóveis físicos.
Para trazer mais clareza sobre essa questão, o investidor e empresário Marcos Baroni defende que a divisão ideal entre esses dois tipos de fundos deve levar em consideração o perfil do investidor e não seguir fórmulas fixas.
Segundo Baroni, a decisão sobre a alocação entre papel e tijolo deve ser tomada com base em três pilares: diversificação, rentabilidade e perfil do investidor.
Em relação à diversificação, o especialista ressalta que é importante ter uma carteira com uma diversidade de ativos, buscando uma maior distribuição de riscos. Dessa forma, é recomendável que o investidor tenha uma porcentagem de cada tipo de fundo em sua carteira.
Quanto à rentabilidade, Baroni alerta que não é possível afirmar que um tipo de fundo é melhor que o outro. Ambos possuem suas características e podem ser atrativos em diferentes momentos do mercado. Por isso, é importante analisar o histórico de cada fundo e suas perspectivas futuras.
Já em relação ao perfil do investidor, Baroni destaca que essa é uma questão fundamental a ser considerada na alocação entre papel e tijolo. Cada investidor possui uma tolerância a riscos e objetivos diferentes, por isso, a decisão deve ser tomada de acordo com o perfil de cada um.
Um investidor mais conservador, por exemplo, pode optar por uma maior alocação em fundos de papel, que possuem uma rentabilidade mais estável e menos volátil. Já um investidor mais arrojado, pode buscar uma maior exposição aos fundos de tijolo, que oferecem maiores oportunidades de valorização.
Além disso, Baroni ressalta que é importante realizar uma constante revisão da carteira de FIIs, buscando sempre ajustá-la de acordo com as mudanças no mercado e no perfil do investidor.
Outro ponto importante abordado pelo especialista é a importância de escolher fundos com uma boa gestão e transparência na divulgação de informações, além de uma boa diversificação em seus ativos imobiliários. Isso garante uma maior segurança e confiabilidade na carteira do investidor.
Por fim, Baroni enfatiza que é fundamental ter visão de longo prazo e entender que o mercado de FIIs pode sofrer oscilações, mas que a tendência é que se mantenha em alta, impulsionado pelo crescimento do mercado imobiliário brasileiro.
Em resumo, a alocação entre papel e tijolo deve levar em consideração a diversificação, rentabilidade e perfil do investidor. Não existe uma fórmula pronta e cada decisão deve ser tomada com base no conhecimento e análise do investidor. Com uma carteira bem construída e uma gestão cuidadosa, é possível obter bons resultados com os fundos de investimento imobiliário.



