No último dia 10 de junho, a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas sobre a importação de cobre para o país, causou um impacto negativo no mercado de ações da WEG (WEGE3). A empresa, que é uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo e possui uma exposição significativa ao mercado norte-americano, viu suas ações caírem 4% após o anúncio.
Para entendermos melhor o porquê dessa queda, é importante analisarmos a situação atual do mercado de cobre. Nos últimos anos, a demanda por esse metal tem aumentado significativamente, impulsionada pelo crescimento da indústria de tecnologia e eletrônicos. Além disso, a expectativa de que a transição para veículos elétricos e energias renováveis irá aumentar ainda mais a demanda por cobre no futuro, tem levado muitos investidores a apostarem nesse mercado.
No entanto, com a imposição das tarifas anunciadas por Trump, os preços do cobre devem sofrer uma queda, pois as importações ficarão mais caras para as empresas norte-americanas. E isso, consequentemente, afetará as empresas que possuem uma exposição significativa ao mercado dos Estados Unidos, como é o caso da WEG.
Mas afinal, qual é a exposição da WEG ao mercado norte-americano? De acordo com analistas do UBS BB, essa exposição é de cerca de 25% da companhia. Isso significa que uma parte considerável dos negócios da WEG é impactada diretamente pelas decisões políticas e econômicas dos Estados Unidos. E é por esse motivo que a notícia da imposição das tarifas pelo governo americano teve um efeito imediato nas ações da empresa.
No entanto, vale ressaltar que apesar dessa exposição ao mercado norte-americano, a WEG possui uma diversificação geográfica em sua atuação, o que pode minimizar os impactos dessa decisão de Trump. A empresa possui fábricas em outros países, como México, China e Alemanha, e atende a diversos mercados ao redor do mundo. Além disso, a WEG tem um portfólio de produtos diversificado, que inclui além de motores elétricos, equipamentos para geração de energia e automação industrial.
Outro ponto positivo a ser destacado é a forte posição financeira da WEG. A empresa possui um alto nível de liquidez e uma baixa alavancagem, o que a coloca em uma posição confortável para enfrentar possíveis turbulências no mercado. Além disso, a WEG tem um histórico de resultados sólidos e apresentou um crescimento de 17,7% no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Diante desse cenário, é natural que investidores e acionistas da WEG fiquem preocupados com a notícia das tarifas de Trump, mas é importante lembrar que a empresa possui uma estrutura sólida e uma gestão competente, o que a coloca em uma posição de vantagem para enfrentar esse desafio. Além disso, é importante ressaltar que o mercado de cobre é cíclico e, embora as tarifas possam afetar os preços a curto prazo, a tendência é que a demanda pelo metal continue crescendo no médio e longo prazo.
Por fim, é importante destacar que a WEG é uma empresa com mais de 50 anos de história e uma trajetória de sucesso no mercado. A companhia tem se mostrado resiliente diante de desafios e tem uma estratégia de expansão global bem-sucedida. Portanto, acreditamos que a queda nas ações após o anúncio das tarifas é uma



