A eleição de 2026 nos Estados Unidos está cada vez mais próxima e, com ela, surgem diversas incertezas e preocupações. Entre elas, estão o escalonamento da crise do tarifaço, o problema fiscal e o déficit em conta corrente. Para entender melhor sobre esses assuntos e como eles podem impactar o futuro do país, conversamos com Alfredo Menezes, gestor da Armor, empresa que atua no mercado financeiro.
De acordo com Menezes, a eleição de 2026 está mais indefinida do que se imagina. Isso porque, além das questões políticas e econômicas, há também fatores externos que podem influenciar diretamente no resultado final. Um dos principais pontos de preocupação é o escalonamento da crise do tarifaço dos EUA.
O tarifaço é uma política econômica adotada pelo governo americano que consiste em aumentar as tarifas de importação de produtos de outros países, principalmente da China. Essa medida tem como objetivo proteger a indústria nacional e equilibrar a balança comercial. Porém, ela também pode gerar consequências negativas, como a elevação dos preços dos produtos e uma possível retaliação por parte dos países afetados.
Segundo Menezes, o tarifaço já vem sendo implementado há alguns anos, mas a tendência é que ele se intensifique ainda mais nos próximos anos. Isso pode gerar uma instabilidade econômica não só nos EUA, mas também em outros países que possuem relações comerciais com eles. Além disso, essa política pode afetar diretamente as empresas americanas que dependem de importação de matéria-prima e componentes para produzir seus produtos.
Outro ponto de preocupação é o problema fiscal dos EUA. De acordo com Menezes, o país vem enfrentando um déficit fiscal crescente, ou seja, gasta mais do que arrecada. Isso se deve, principalmente, aos altos gastos com programas sociais e militares. Essa situação pode gerar uma dívida pública ainda maior e comprometer a estabilidade econômica do país.
Além disso, há também a preocupação com o déficit em conta corrente dos EUA. Esse indicador mede a diferença entre o que o país importa e o que exporta. Quando o déficit é elevado, significa que o país está gastando mais do que produz, o que pode gerar uma dependência de recursos externos e uma vulnerabilidade econômica.
Mas, apesar de todas essas preocupações, Menezes ressalta que é importante manter a calma e não entrar em pânico. Ele acredita que, apesar dos desafios, os Estados Unidos possuem uma economia sólida e uma capacidade de se adaptar às mudanças. Além disso, o país possui uma democracia consolidada, o que garante uma estabilidade política e institucional.
Para ele, é fundamental que os investidores e empresários estejam atentos aos acontecimentos políticos e econômicos, mas sem deixar que isso afete suas estratégias e decisões. É importante ter uma visão de longo prazo e diversificar os investimentos, buscando oportunidades em diferentes setores e países.
Além disso, Menezes destaca a importância de uma boa gestão financeira e de buscar alternativas para reduzir os impactos do tarifaço e do problema fiscal. Ele sugere, por exemplo, a busca por novos fornecedores e a diversificação de mercados, buscando diminuir a dependência dos EUA.
Em relação à eleição de 2026, Menezes acredita que é preciso aguardar para ver como os candidatos irão se posicionar em relação a essas questões, mas que é importante manter uma postura otimista e confiante no futuro do país. Ele ressalta que, apesar das incertezas, os Estados Unidos possuem uma economia forte



