O Comitê de Política Monetária (Copom) é responsável por definir a taxa básica de juros no Brasil, a Selic. Desde 2016, o país tem passado por uma série de cortes nos juros, chegando ao patamar histórico de 2% ao ano em 2020, devido à crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. Porém, com a recuperação gradual da economia, a expectativa é que o Copom inicie um processo de aumento dos juros em breve. Mas, segundo especialistas, esse cenário pode mudar a partir de 2026, com a possibilidade de novos cortes nos juros.
A expectativa do mercado é que o Copom comece a subir a taxa básica de juros a partir de 2022, com uma possível alta de 0,5%. No entanto, alguns analistas acreditam que esse processo pode ser mais lento, com uma alta de apenas 0,25% ao ano, o que levaria a Selic a atingir 5,50% em 2026. Isso porque, mesmo com a recuperação econômica, ainda há incertezas em relação à inflação e ao cenário político do país.
Essas projeções de aumento dos juros têm gerado preocupação entre os investidores, principalmente aqueles que possuem ações de empresas do setor agro. Isso porque, com a alta dos juros, o custo de produção das empresas aumenta, o que pode impactar os lucros e, consequentemente, o desempenho das ações. Porém, é importante lembrar que o setor agro tem mostrado resiliência em momentos de crise e pode se destacar mesmo em um cenário de aumento dos juros.
Um exemplo disso é o desempenho das ações do setor agro no último ano. Enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve uma queda de 6,86%, as ações das empresas do setor agro tiveram uma valorização média de 74%. Isso se deve ao fato de que o setor foi menos afetado pela pandemia, já que a produção de alimentos é considerada essencial e continuou em funcionamento durante o período de isolamento social.
Além disso, o setor agro tem se beneficiado da alta do dólar e da demanda internacional por produtos brasileiros, o que tem impulsionado as exportações. Com a perspectiva de aumento dos juros nos Estados Unidos, a tendência é que o dólar continue valorizado, o que pode ser positivo para as empresas do setor agro.
Outro fator que pode contribuir para o bom desempenho das ações do agro é a retomada da economia. Com a vacinação em andamento e a flexibilização das medidas restritivas, a expectativa é que o consumo interno aumente, o que pode impulsionar a demanda por produtos agropecuários. Além disso, a recuperação econômica pode gerar um aumento nos investimentos em infraestrutura, o que beneficia diretamente o setor agro, responsável pelo escoamento da produção.
Diante desse cenário, é possível afirmar que as ações do setor agro podem continuar a se destacar mesmo em um ambiente de aumento dos juros. Além disso, é importante lembrar que o setor é um dos pilares da economia brasileira e possui uma forte presença no mercado internacional, o que torna as empresas do setor atrativas para os investidores.
Entre as empresas que podem se destacar no setor agro, algumas merecem destaque. A JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, tem apresentado um bom desempenho nos últimos anos e pode continuar a crescer, principalmente com a expansão de suas operações no mercado internacional. A BRF, líder no setor de alimentos processados, também pode



