O setor de energia renovável vem enfrentando um grande desafio nos últimos tempos, em meio à pandemia do coronavírus e suas consequências econômicas. Com a queda no consumo de energia e a desvalorização do real frente ao dólar, os parques eólicos e solares sofreram um grande impacto em seus ganhos. No entanto, um movimento recente pode trazer boas notícias para o setor e ajudar a recuperar parte do prejuízo acumulado.
Trata-se da Medida Provisória (MP) 998, aprovada pelo governo brasileiro em setembro de 2020. Conhecida como MP do setor elétrico, ela traz uma série de mudanças que visam modernizar o setor e estimular investimentos. Dentre as medidas, uma em especial tem chamado a atenção dos gestores do XP Infra II e de outros fundos de investimento: o reembolso de valores pagos a mais por parques eólicos e solares.
Isso significa que os parques que tiveram seus contratos renovados antes da data prevista e, consequentemente, pagaram mais pela energia gerada, poderão ser reembolsados. A MP estabelece que, para cada megawatt-hora (MWh) produzido, os parques eólicos e solares terão direito a receber o valor de R$ 60,00. Essa medida deve beneficiar principalmente os parques que tiveram seus contratos renovados antes de 2015, quando o preço da energia gerada era mais alto.
Essa iniciativa do governo é vista com bons olhos pelos gestores do XP Infra II, um fundo de investimento em infraestrutura que tem em sua carteira diversos projetos de energia renovável. Segundo eles, o reembolso pode trazer um alívio financeiro para os parques e, consequentemente, para os investidores. Além disso, a medida também pode incentivar novos investimentos no setor, que estava sofrendo com a queda no preço da energia e a desvalorização do real.
Mas o que significa esse movimento de “materializar um risco de forma positiva”? Na prática, significa que o governo está buscando formas de minimizar os impactos negativos causados pela pandemia e trazer um alívio para o setor de energia renovável. Ao invés de apenas lamentar as perdas, está agindo de forma proativa para recuperar parte do prejuízo acumulado pelos parques eólicos e solares.
Esse tipo de ação é extremamente importante para o setor, que vem crescendo significativamente nos últimos anos no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o país ocupa a oitava posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, com mais de 17 GW (gigawatts) de potência. Além disso, o Brasil é o segundo maior produtor de energia eólica da América Latina, atrás apenas do México.
Já a energia solar, apesar de ainda representar uma fatia menor do mercado, vem crescendo rapidamente no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a capacidade instalada de energia solar no país ultrapassou a marca de 7 GW em 2020, um crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior. Isso demonstra o potencial do país nesse tipo de energia limpa e renovável.
Com a MP do setor elétrico, o governo está reconhecendo a importância e o potencial do setor de energia renovável no Brasil. Além do reembolso para os parques eólicos e solares, a medida também traz outras mudanças que visam modernizar o setor e incentivar novos investimentos. Entre elas, estão a criação de um fundo para o desenvolvimento de projetos de energia limpa e a



