Operação Sem Desconto: a luta contra a fraude no INSS
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13) mais uma fase da Operação Sem Desconto, que tem como objetivo combater o esquema criminoso que desviou milhões de reais das aposentadorias e pensões dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que esta nova fase atingiu em cheio o núcleo principal da quadrilha responsável por este golpe que prejudicou tantos brasileiros.
Em entrevista à imprensa, Viana declarou que a operação colocou na cadeia as pessoas-chave do esquema de desvios no INSS. E isso é um grande avanço na luta contra a corrupção e a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas. A nova fase da operação resultou na prisão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros envolvidos no esquema.
Stefanutto assumiu a presidência do INSS em 2013, indicado pelo então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. No entanto, ele foi afastado do cargo por decisão judicial em abril deste ano, quando a primeira fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada. Agora, com a nova etapa da operação, ele foi preso novamente, mostrando que a justiça está agindo de forma efetiva contra os responsáveis por este crime.
Além de Stefanutto, a operação também atingiu o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, e os deputados Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e Edson Cunha de Araújo (PSS-MA). Pettersen é citado nas investigações por supostamente ter vendido um avião a uma das entidades associativas investigadas, enquanto Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
Segundo Viana, estes não são os únicos parlamentares investigados por suspeita de envolvimento com a fraude das mensalidades associativas. Ele afirmou que há outros que também serão convocados a prestar depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) no momento certo, de acordo com suas responsabilidades. Isso mostra que a CPMI está atenta e determinada a descobrir todos os envolvidos neste esquema criminoso.
De acordo com o presidente da CPMI, os responsáveis pelo golpe contra os segurados do INSS se dividiam em três escalões. O primeiro escalão inclui políticos que teriam recebido pagamentos do segundo escalão para ajudar, incentivar, indicar ou manter os servidores corruptos em cargos-chave do INSS e do Ministério da Previdência Social. Já o segundo escalão é formado por servidores públicos concursados que se corromperam e atuaram para manter os desvios, transitando entre diferentes gestões governamentais. Por fim, o terceiro escalão é composto por operadores e “laranjas” que realizavam os saques e o desvio direto do dinheiro.
Com a prisão do núcleo principal da quadrilha, a CPMI espera descobrir quem ajudou, quem indicou, quem nomeou e o que receberam para que este esquema pudesse continuar funcionando. É preciso investigar a fundo e punir todos os envolvidos, sem exceção. Afinal, estamos falando de um crime que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas, que contav



