A Rumo, uma das maiores empresas de logística do Brasil, divulgou recentemente seus resultados do terceiro trimestre de 2021, e as ações da companhia despencaram 9% logo após o anúncio. Mas o que isso significa para os investidores? E o que os analistas têm a dizer sobre a ação da Rumo (RAIL3)?
Para começar, é importante entender que a Rumo é uma empresa que atua no setor de transporte ferroviário de cargas e também na operação de terminais portuários. Com uma malha ferroviária de mais de 14 mil quilômetros e 28 terminais, a companhia é fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial do país.
No terceiro trimestre de 2021, a Rumo registrou um lucro líquido de R$ 262,5 milhões, um crescimento de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,3 bilhão, em linha com as expectativas do mercado.
Porém, o que chamou a atenção dos investidores e analistas foi o desempenho da receita líquida, que apresentou uma queda de 9,4% em relação ao terceiro trimestre de 2020, totalizando R$ 2,3 bilhões. Segundo a empresa, essa queda foi causada principalmente pela redução das tarifas de transporte ferroviário, gerando uma receita menor por tonelada transportada.
Além disso, a empresa também enfrentou um aumento nos custos operacionais, principalmente devido à alta dos preços dos combustíveis. Isso impactou diretamente a margem Ebitda, que ficou em 57,7%, uma queda de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
Diante desses resultados, as ações da Rumo (RAIL3) despencaram 9% logo após o anúncio. Mas o que os analistas têm a dizer sobre isso? A XP Investimentos, por exemplo, manteve a recomendação de compra para a ação, mas com um preço-alvo revisado para baixo, de R$ 31,50 para R$ 29,00. A equipe de análise da XP destacou que a queda no preço da ação após os resultados pode ser uma oportunidade de compra para os investidores.
Já o Banco Safra, em relatório divulgado após os resultados da Rumo, reiterou sua recomendação de compra para a ação, mas com um preço-alvo de R$ 37,00. Segundo o banco, apesar da queda na receita líquida e no Ebitda, a empresa apresentou um resultado sólido e o cenário para a Rumo continua positivo, com a retomada da economia brasileira e o aumento da demanda por transporte ferroviário.
Por outro lado, alguns analistas se mostram mais cautelosos em relação à ação da Rumo. O BTG Pactual, por exemplo, reduziu sua recomendação de compra para neutra, com um preço-alvo de R$ 31,00. Segundo a equipe de análise do banco, a empresa pode enfrentar alguns desafios no curto prazo, como a regulação do setor ferroviário e a concorrência com outros modais de transporte, como o rodoviário.
Apesar das opiniões divididas entre os analistas, é importante destacar que a Rumo é uma empresa sólida e com um papel fundamental para a economia brasileira. Além disso, a companhia está investindo em melhorias em sua infraestrutura, o que deve trazer resultados positivos no longo prazo.
Outro ponto a ser considerado é o plano de investimentos da empresa para os próximos anos, que inclui projetos de expansão



