O Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro) divulgou uma nota informando que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, mesmo com a liquidação do Banco Master. A autarquia investiu cerca de R$ 960 milhões no banco, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (18).
O Rioprevidência é responsável pela gestão dos pagamentos de aposentados e pensionistas, enquanto o pagamento dos servidores ativos é de responsabilidade da Secretaria de Fazenda. A folha de pagamento do governo do estado do Rio possui 421.793 servidores, sendo 177.925 funcionários ativos e 84.385 pensionistas, incluindo policiais militares, civis, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), totalizando um valor de R$ 3,2 bilhões mensalmente.
Em relação às notícias divulgadas sobre o Banco Master, o Rioprevidência esclarece que está em negociação para substituir as letras de crédito por precatórios federais. Além disso, a autarquia afirma que o valor de investimento não é superior a R$ 2,6 bilhões, como foi veiculado anteriormente, e sim cerca de R$ 960 milhões. Esse cálculo equivocado foi feito pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e já foi esclarecido pelo Rioprevidência em recurso apresentado à Corte de Contas.
É importante ressaltar que, à época dos investimentos, o Banco Master possuía autorização para funcionar e apresentava um indicador de “grau de investimento”, com rating nacional de longo prazo “A-“, atribuído pela Fitch Ratings. Isso comprova a solidez financeira e a credibilidade institucional do banco naquele momento.
O Rioprevidência informa que todas as aplicações foram realizadas em conformidade com os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia. É importante destacar também que as investigações sobre as operações de crédito realizadas pelo fundo, que teriam causado um prejuízo de R$ 17 bilhões, foram feitas pela CPI do Rioprevidência.
Em relação à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a autarquia não se pronuncia, mas ressalta que está acompanhando o caso e colaborando com as autoridades competentes.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado (Sepe) manifestou preocupação com a má administração e gestão temerária do Rioprevidência, que está envolvido em denúncias e escândalos a respeito da malversação das suas verbas. O sindicato cita a CPI do Rioprevidência, que investigou as operações de crédito realizadas pelo fundo e apontou um prejuízo de R$ 17 bilhões.
A Polícia Federal prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. De acordo com as investigações, iniciadas em 2024, o Banco Master emitiu falsas operações de crédito, simulando empréstimos e outros valores a receber, além de negociar carteiras de crédito fraudulentas com outros bancos, principalmente o Banco Regional de Brasília (BRB).
O Banco Central oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial do Banco Master. O grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, chegou



