O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) divulgou recentemente suas projeções para o varejo restrito para o final do ano de 2019 e os números não são animadores. De acordo com a pesquisa, o setor terá um crescimento próximo a 0% nos meses de novembro, dezembro e janeiro, um resultado considerado pífio pelo instituto.
O varejo restrito inclui diversos segmentos, como supermercados, vestuário, móveis e artigos farmacêuticos, entre outros. Esses números são preocupantes, pois o final de ano é tradicionalmente considerado um período de aquecimento das vendas, impulsionado principalmente pelas compras de Natal e Ano Novo. No entanto, diante da atual conjuntura econômica do país, o setor enfrenta muitos desafios.
Um dos principais fatores que influenciaram nas projeções negativas é o baixo crescimento da economia brasileira. Após uma longa recessão, o país está em processo de recuperação, mas os avanços ainda são lentos e não têm sido suficientes para impulsionar o consumo. Além disso, a incerteza política e a expectativa de uma possível reforma da previdência têm gerado instabilidade e impactado negativamente o mercado.
Outro fator relevante é o alto índice de desemprego que ainda assola o país. Muitas famílias brasileiras enfrentam dificuldades financeiras e, consequentemente, acabam reduzindo seus gastos, deixando de consumir em determinados setores do varejo. Além disso, a renda média dos brasileiros também está estagnada, o que limita ainda mais o poder de compra.
De acordo com o IBEVAR, o setor de vestuário é um dos mais afetados pela queda nas vendas, com um resultado projetado de -0,02% para novembro e -0,03% para dezembro. Já os supermercados e as lojas de móveis também apresentam desempenho abaixo do esperado, com projeção de -0,03% em novembro e -0,06% em dezembro. A única exceção é o segmento de artigos farmacêuticos, que deve apresentar um leve crescimento de 0,02% em novembro e dezembro.
Frente a esse cenário, é importante que os varejistas estejam atentos e busquem estratégias para alavancar suas vendas nesse período. Uma das alternativas é investir em promoções e descontos atrativos, atraindo assim mais consumidores e incentivando o aumento do ticket médio.
Outro aspecto importante é a melhoria do relacionamento com os clientes. Ao oferecer um atendimento de qualidade e personalizado, é possível fidelizar os consumidores e aumentar a possibilidade de compras recorrentes. Além disso, é fundamental que os varejistas entendam o comportamento do consumidor e adaptem suas estratégias de acordo com as demandas do mercado.
Outra tendência que pode auxiliar no crescimento das vendas é o fortalecimento do comércio eletrônico. Com o avanço da tecnologia e o aumento da confiança dos consumidores nas compras online, investir no e-commerce pode ser uma boa opção para varejistas que desejam ampliar seu alcance e aumentar suas vendas.
Apesar de todas as adversidades, é importante destacar que o varejo restrito ainda é um importante motor da economia brasileira. Mesmo com um crescimento próximo a 0%, outras áreas da economia, como o turismo e a indústria, também são impactadas pelo aumento das vendas nesse período, gerando assim um efeito positivo na economia como um todo.
Portanto, é importante que os varejistas se mantenham otimistas e bus



