Os cientistas de instituições brasileiras e internacionais estão preocupados com o texto mais recente das negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que foi divulgado no início desta sexta-feira (21) em Belém. Eles afirmam que a ausência explícita da expressão “combustíveis fósseis” representa um grande retrocesso diante da emergência climática que enfrentamos atualmente.
Apesar de um grande número de países apoiar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e o fim do desmatamento, e do impulso dado pelo presidente do Brasil, essas palavras estão completamente ausentes no texto mais recente. Para os cientistas, isso é uma traição à ciência e às pessoas, especialmente os mais vulneráveis, além de ser totalmente incoerente com os objetivos estabelecidos de limitar o aquecimento global a 1,5°C e com o quase esgotamento do orçamento de carbono.
Não é possível garantir um futuro seguro sem mudanças estruturais. É impossível limitar o aquecimento a níveis que protejam as pessoas e a vida sem eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento. Essa é uma verdade inegável, apoiada por evidências científicas sólidas.
Diante desse cenário preocupante, os cientistas estão unidos em um apelo urgente para que a COP30 leve em consideração a eliminação gradual dos combustíveis fósseis como uma medida necessária e urgente para a manutenção da vida no planeta. Eles afirmam que essa questão é fundamental para garantir a estabilidade climática e as condições ambientais que conhecemos hoje.
A pesquisadora Marina Hirota destaca a gravidade da situação e o risco de uma conferência que não avance no tema. Ela enfatiza que a inclusão da eliminação gradual dos combustíveis fósseis é essencial para a sobrevivência de todas as formas de vida no planeta. Caso essa medida não seja considerada nas decisões tomadas na COP30, estaremos colocando em risco a estabilidade climática e enfrentando consequências cada vez mais severas, como eventos extremos e perdas socioeconômicas.
É importante lembrar que o tema das mudanças climáticas não é novo e vem sendo amplamente discutido há décadas. No entanto, ainda não conseguimos avançar o suficiente para resolver esse problema global. É preciso que a COP30 seja um momento de ação e não apenas de promessas vazias. Chegou a hora de agir de forma concreta e efetiva.
A ciência tem sido clara e consistente ao alertar sobre os impactos catastróficos que o aquecimento global pode trazer para o planeta e para a vida em todas as suas formas. Não podemos mais ignorar esses avisos e adiar a adoção de medidas efetivas. É necessário que os líderes mundiais assumam suas responsabilidades e ajam de forma rápida e decisiva para lidar com a crise climática.
Um dos principais desafios é a dependência dos combustíveis fósseis, que são responsáveis por grande parte das emissões de gases de efeito estufa. É preciso que haja um esforço conjunto para reduzir gradualmente o uso desses combustíveis e investir em fontes de energia limpa e renovável. Além disso, é fundamental acabar com o desmatamento, que também é uma fonte significativa de emissões de gases de efeito estufa.
O momento é de urgência e a ação precisa ser imediata. Não podemos mais esperar que as consequências das mudanças climáticas se tornem ainda mais graves para agir. É preciso que haja um comprometimento real e efetivo de todos os países para alcançarmos uma transição energ



