O mercado imobiliário de escritórios em São Paulo tem sido um dos mais afetados pela crise econômica causada pela pandemia do COVID-19. No entanto, recentemente, o Itaú BBA divulgou um relatório mostrando uma melhora operacional no setor e apontando oportunidades de investimento em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).
De acordo com o relatório, a taxa de vacância de escritórios em São Paulo caiu de 20,5% no primeiro trimestre de 2020 para 19,9% no segundo trimestre. Além disso, a absorção líquida (diferença entre as áreas alugadas e devolvidas) foi positiva pela primeira vez desde o início da pandemia, com um total de 30 mil metros quadrados alugados.
Esses números mostram uma recuperação gradual do mercado de escritórios em São Paulo, que foi duramente impactado pela adoção do trabalho remoto e pela redução de atividades presenciais nas empresas. No entanto, o relatório do Itaú BBA aponta que essa recuperação ainda é desigual entre as regiões da cidade.
Enquanto as regiões primárias, como a Avenida Paulista e a Faria Lima, apresentaram uma queda na taxa de vacância, as regiões secundárias, como a Berrini e a Vila Olímpia, ainda enfrentam um aumento na vacância. Isso se deve, principalmente, à maior concentração de empresas de tecnologia e startups nessas regiões, que foram mais afetadas pela crise.
No entanto, o relatório também aponta que essa diferença entre as regiões pode ser uma oportunidade para investidores em FIIs. Segundo o Itaú BBA, alguns fundos imobiliários possuem uma exposição maior às regiões secundárias e, portanto, podem se beneficiar da recuperação dessas áreas.
Além disso, o relatório destaca que alguns FIIs possuem um potencial de reprecificação, ou seja, uma valorização de suas cotas, devido à melhora do mercado de escritórios em São Paulo. Isso se deve ao fato de que muitos desses fundos possuem contratos de aluguel com cláusulas de reajuste anual, o que pode resultar em um aumento de receita para os investidores.
Entre os FIIs listados pelo Itaú BBA como oportunidades de investimento estão o BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11), que possui uma exposição de 70% em regiões secundárias e um potencial de reprecificação de 10%; e o Vinci Offices (VINO11), que possui uma exposição de 60% em regiões secundárias e um potencial de reprecificação de 8%.
É importante ressaltar que, apesar da melhora operacional e das oportunidades de investimento apontadas pelo Itaú BBA, o mercado de escritórios em São Paulo ainda enfrenta desafios. A incerteza em relação à retomada das atividades presenciais e a possibilidade de uma segunda onda da pandemia podem impactar negativamente o setor.
No entanto, o relatório do Itaú BBA mostra que há sinais de recuperação no mercado de escritórios em São Paulo e que existem oportunidades de investimento em FIIs que podem se beneficiar dessa virada do setor. Portanto, para investidores que buscam diversificar suas carteiras e aproveitar possíveis valorizações, é importante ficar atento às recomendações do banco e realizar uma análise criteriosa antes de tomar qualquer decisão de investimento.



