A violência política de gênero ainda é uma triste realidade que assola o cenário político brasileiro. E infelizmente, mais um episódio dessa natureza aconteceu recentemente, dessa vez na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A vereadora Helen Cabral (PT) foi vítima de agressão durante uma Sessão Plenária Ordinária na Câmara Municipal, na última terça-feira (2). O agressor foi o vereador Tony Oliveira, da base do governo, que abandonou o debate democrático e partiu para cima da vereadora de forma violenta, em uma clara tentativa de intimidação.
O episódio ocorreu enquanto Helen Cabral falava sobre uma possível falta de transparência do Executivo e defendia os direitos das servidoras e servidores diante do projeto de parcelamento do 13º salário. É importante ressaltar que a agressão não aconteceu por divergência de ideias, mas sim por Helen ser uma mulher ocupando um espaço de poder. A vereadora ainda destacou que o ataque misógino ultrapassa todos os limites aceitáveis dentro de uma instituição pública e configura o mais grave ato de violência política de gênero já sofrido por ela dentro da Câmara.
É lamentável que em pleno século XXI, ainda tenhamos que presenciar situações como essa. A violência política de gênero é um grave problema que precisa ser combatido e punido de forma efetiva. E é preciso destacar que esse tipo de violência não atinge apenas a vítima, mas também todas as mulheres que ocupam cargos políticos e lutam diariamente por uma sociedade mais justa e igualitária.
É importante lembrar que a agressão contra Helen Cabral aconteceu justamente durante a 5ª Semana Municipal de Não Violência Contra a Mulher, lei de autoria da própria vereadora. Além disso, ela também participa do Festival Movimento Mulheres em Luta (MEL), que neste ano discute a violência política de gênero contra mulheres parlamentares. Ou seja, a violência sofrida por Helen Cabral não é um caso isolado, mas sim um reflexo de uma sociedade machista e patriarcal que ainda não aceita mulheres em posições de poder.
Diante desse grave acontecimento, é necessário que medidas sejam tomadas de forma urgente. A vereadora já tomou todas as medidas institucionais e legais cabíveis, incluindo a comunicação à Mesa Diretora exigindo providências e o registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher, para que o agressor seja responsabilizado. É preciso que a Câmara Municipal de Santa Maria se posicione e tome medidas efetivas para combater a violência política de gênero e garantir a segurança de todas as mulheres que ocupam cargos políticos na cidade.
É importante destacar que a violência política de gênero não se resume a agressões físicas, mas também inclui ataques verbais, ameaças e difamações. E infelizmente, essa não é a primeira vez que a vereadora Helen Cabral é vítima de violência política de gênero. Em 2019, ela foi alvo de uma campanha difamatória nas redes sociais, com o intuito de descredibilizar seu trabalho e sua imagem.
É fundamental que a sociedade se mobilize e combata a violência política de gênero em todas as suas formas. É preciso que as mulheres sejam respeitadas e tenham seus direitos garantidos em todas as esferas da sociedade, inclusive na política. Afinal, a igualdade de gênero é um direito fundamental e deve ser respeitado por todos.
Por fim, é necessário que a vereadora Helen Cabral receba todo o apoio e solidariedade neste momento difícil. Ela é uma mulher corajosa e determinada,


