Uma mulher de 38 anos foi presa na última sexta-feira (19) pela polícia, sob suspeita de colaborar com os responsáveis pelo roubo de gravuras de Matisse e Portinari da Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo. O crime ocorreu no dia 7 de dezembro e chocou a população, que se viu diante de um ato de vandalismo contra o patrimônio cultural e artístico da cidade.
A mulher, que é companheira de um dos autores do roubo, nega qualquer envolvimento no crime e alega não saber do paradeiro das obras. Ela foi detida após a polícia encontrar o celular do homem em sua casa. O casal tem uma filha juntos e a mulher afirma que não tinha conhecimento das atividades criminosas do companheiro.
Outros dois envolvidos já estão presos, um deles identificado como um dos criminosos que estiveram na biblioteca e o outro apontado pela polícia como membro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). No entanto, as gravuras ainda não foram encontradas e a investigação continua em busca de mais informações e pistas sobre o paradeiro das obras.
As gravuras roubadas pertenciam ao Museu de Arte Moderna (MAM) e faziam parte da exposição “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com a biblioteca. O evento estava em seu último dia e a ação dos criminosos foi rápida e audaciosa. Eles renderam uma vigilante e um casal que visitava o local, pegaram as peças e saíram pela porta da frente da biblioteca.
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, responsável pela biblioteca, as obras possuem um valor cultural, histórico e artístico inestimável, não sendo passíveis de mensuração exclusivamente econômica. A perda dessas gravuras é um golpe não só para a cidade de São Paulo, mas para todo o país, que se vê privado de apreciar essas obras de arte.
A Interpol já foi acionada e as obras roubadas foram incluídas no sistema ID-Art, ferramenta de identificação de obras roubadas mantida pela polícia internacional. Isso significa que o roubo das gravuras de Matisse e Portinari não ficará impune e que as autoridades estão empenhadas em recuperar essas peças tão valiosas.
O Museu de Arte Moderna (MAM) não se manifestou sobre o ocorrido, mas é importante destacar a importância da colaboração entre instituições culturais para a preservação do patrimônio artístico e a segurança de suas obras. A exposição em parceria com a Biblioteca Mario de Andrade foi uma iniciativa louvável e que deve ser incentivada e replicada em outras cidades.
Esse triste episódio nos faz refletir sobre a importância da valorização e proteção do patrimônio cultural e artístico de nosso país. O Brasil possui uma riqueza cultural imensurável e é responsabilidade de todos nós preservá-la e promovê-la. A arte é uma forma de expressão e comunicação que deve ser respeitada e admirada por todos.
É preciso que a sociedade se una em prol da preservação de nossa história e de nossas obras de arte. Ações como essa devem ser repudiadas e os responsáveis devem ser punidos de acordo com a lei. A prisão da mulher suspeita de colaborar com o roubo é um passo importante para a elucidação desse crime e para a recuperação das gravuras roubadas.
Esperamos que as obras de Matisse e Portinari sejam encontradas em breve e que possam voltar a ser apreciadas pelo público. E que esse episódio sirva como um alerta para



