O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o mundo ao confirmar que convidou o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer parte do Conselho da Paz de Gaza. Esse conselho, criado pelo próprio Trump, será responsável por supervisionar o trabalho do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, encarregado de reconstruir a região após anos de conflito entre Israel e os palestinos.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”, disse Trump durante uma coletiva de imprensa onde fez um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato. O mandato de Trump vai até janeiro de 2029.
O convite para Lula fazer parte do conselho já foi recebido pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Embaixada em Washington. Até o momento, ainda não se sabe se Lula irá aceitar o convite ou não. Outros líderes internacionais também receberam o mesmo convite, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que agradeceu o convite em uma postagem nas redes sociais.
A proposta faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza, assinado por Trump em outubro do ano passado. O plano também conta com a mediação do presidente norte-americano e resultou em um suposto cessar-fogo entre Israel e Palestina. Porém, relatos recentes ainda apontam para a continuidade de bombardeios e tiroteios na região, segundo integrantes de agências da ONU que atuam no local.
O conselho, idealizado por Trump, será composto por líderes internacionais como o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o secretário de Estado, Marco Rubio, o genro de Trump, Jared Kushner, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. De acordo com o comunicado da Casa Branca, cabe ao conselho executivo refletir as diretrizes definidas pelo Conselho da Paz. No entanto, nenhum líder palestino foi indicado até o momento para participar dessas estruturas de governança para Gaza.
Além disso, outro comitê executivo também está sendo formado, e contará com autoridades de perfil tecnocrático da Turquia e Catar. Segundo a imprensa estrangeira, o governo israelense criticou a criação do comitê executivo, afirmando que não houve coordenação com Israel e que o comitê vai contra a política do país.
Um rascunho do suposto estatuto do conselho, divulgado pela emissora Bloomberg, dos EUA, informa que o governo norte-americano estaria pedindo US$ 1 bilhão para garantir um assento permanente no colegiado. No entanto, a Casa Branca negou essa informação.
Em meio a um novo ciclo de aumento de tensões entre Trump e líderes europeus, Lula criticou o presidente americano durante uma cerimônia de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, no Rio Grande do Sul. Ele chamou a atenção para o fato de que Trump tenta “governar o mundo” por meio das redes sociais, e ressaltou que não permite a entrada de pessoas com celular em seu gabinete.
É importante ressaltar que o convite para Lula ingressar no Conselho da Paz de Gaza é um reconhecimento de sua importância e influência no cenário internacional. O ex-presidente brasileiro tem uma longa trajetória política e sempre foi um defensor da paz e da justiça social. Sua participação nesse conselho pode trazer um olhar mais humanitário e equilibrado para a resolução do conflito em Gaza.
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