O tema do fim da escala 6×1 no Brasil tem ganhado destaque nos últimos dias com as declarações da ministra Gleisi Hoffmann, que afirmou que este é um tema prioritário para o governo federal em 2026. Em uma conversa com a imprensa, a ministra destacou a importância de garantir a qualidade de vida da população brasileira, especialmente em relação ao tempo de descanso e cuidados pessoais, e ressaltou que o presidente Lula está determinado a promover essa mudança.
De acordo com Gleisi, o governo pode enviar um projeto ao Congresso para unificar as propostas que já estão em tramitação sobre o assunto e espera-se que a aprovação ocorra ainda no primeiro semestre deste ano. A ministra também ressaltou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, é favorável a esse debate e que a aprovação do projeto deve ter o apoio popular e de todo o parlamento, assim como aconteceu com a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Outro tema que entra na agenda prioritária do governo para este ano é a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção. Além disso, algumas medidas provisórias também serão discutidas, como a criação do programa Gás do Povo e do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter no Brasil, o Redata.
Com o início do ano legislativo em 2 de fevereiro, a relação entre o governo e o Congresso se torna ainda mais importante. Além dos temas já mencionados, a ministra também destacou a assinatura de um pacto entre os Três Poderes pelo enfrentamento ao feminicídio, demonstrando o compromisso do governo em combater a violência contra a mulher, um dos temas que o presidente Lula tem se manifestado publicamente.
Em relação às emendas parlamentares, Gleisi afirmou que a questão está pacificada e que o governo pretende antecipar o pagamento de 65% das emendas impositivas até o mês de julho. Ela ressaltou que essas emendas são destinadas a obras, serviços ou projetos específicos indicados pelos parlamentares e que não há compromisso de execução de emendas que precisem de convênio ou de comissão. A ministra esclareceu que esse processo está em conformidade com a lei e que o governo está empenhado em garantir a transparência na destinação desses recursos.
Um tema que também tem sido objeto de discussão é a ligação de pessoas do governo ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está sendo investigado por fraudes financeiras que podem chegar a R$ 17 bilhões. Sobre essa questão, Gleisi destacou que o presidente Lula recebe muitas pessoas em seu cargo, inclusive Vorcaro, mas que isso não implica em qualquer irregularidade. A ministra também defendeu o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que prestou serviços de consultoria jurídica ao banco, mas que deixou de atuar quando assumiu o cargo no governo federal. Ela ressaltou que toda a apuração da Polícia Federal foi realizada durante a gestão de Lewandowski no ministério, demonstrando a postura firme do governo em relação às investigações.
Em relação à oposição, Gleisi afirmou que eles têm mais explicações a dar do que o governo, citando a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e a suspeita de operações financeiras irregulares entre a Rioprevidência e o banco. Ela destacou que os governadores do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, Ibaneis Rocha e Cláudio Castro,



