A greve de ônibus em São Luís, no Maranhão, que teve início nesta sexta-feira (30), terminou sem acordo após uma reunião de conciliação entre representantes dos trabalhadores do transporte rodoviário coletivo, das empresas de transporte e da Prefeitura de São Luís. A tentativa de mediação, realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), não obteve sucesso em resolver o impasse entre as partes envolvidas.
A paralisação dos ônibus, que afeta cerca de 700 mil passageiros diariamente, foi motivada pela reivindicação dos trabalhadores por aumento salarial de 15%, cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, aumento do tíquete-alimentação e inclusão de dependentes no plano de saúde. No entanto, as empresas ofereceram apenas 2% de reajuste, o que gerou insatisfação por parte dos rodoviários.
Durante a audiência de conciliação, mediada pelo corregedor do TRT-MA, desembargador Gerson Oliveira Costa Filho, também estiveram presentes representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), além de órgãos dos governos do Maranhão e da Prefeitura de São Luís. Porém, as negociações não avançaram devido ao impasse entre as partes.
Os empresários alegam que qualquer avanço nas negociações depende de definições do poder público sobre os subsídios pagos pela prefeitura às empresas. Enquanto isso, os trabalhadores apresentaram uma nova contraproposta de 12% de reajuste salarial, que será discutida pelos empresários.
Enquanto as negociações seguem em andamento, grande parte da capital maranhense passou o dia sem transporte público. Diante dessa situação, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou nas redes sociais a disponibilização de vouchers para uso no aplicativo de transporte 99. Segundo ele, a medida foi tomada para minimizar os impactos da greve na população.
O prefeito explicou que os vouchers serão disponibilizados para quem já está cadastrado no aplicativo e que a prefeitura conseguiu junto à empresa que a alta demanda durante a greve não provoque grandes aumentos nos valores das corridas. Essa não é a primeira vez que a prefeitura adota essa medida, em fevereiro de 2025, durante outra greve dos trabalhadores rodoviários, a mesma ação foi tomada e os recursos utilizados saíram de parte dos subsídios pagos aos empresários do transporte público.
É importante ressaltar que a greve dos ônibus em São Luís afeta diretamente a vida de milhares de pessoas, que dependem do transporte público para se deslocarem diariamente. Além disso, a paralisação também gera impactos econômicos, já que muitos trabalhadores não conseguem chegar ao trabalho e empresas têm suas atividades prejudicadas.
Diante desse cenário, é fundamental que as partes envolvidas na negociação busquem um acordo que seja benéfico para todos. É preciso que haja diálogo e compreensão entre os trabalhadores, as empresas e o poder público, a fim de encontrar uma solução que atenda às demandas dos rodoviários e também garanta a sustentabilidade do sistema de transporte público.
A população de São Luís espera que a próxima rodada de negociação, marcada para a próxima terça-feira (3), no TRT-MA, seja produtiva e que um acordo seja alcançado. É importante lembrar que a greve é um direito legítimo dos



