O rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015, ficou marcado como um dos maiores desastres ambientais do Brasil. Além das perdas humanas, o crime ambiental resultou em impactos devastadores para o meio ambiente e para as comunidades localizadas ao longo da Bacia do Rio Doce. No entanto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou recentemente que está repassando mais de R$ 985 milhões do Fundo Rio Doce para ações de saúde nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com o objetivo de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem.
Essa é uma notícia extremamente positiva para as populações afetadas pelo desastre. Esses recursos serão direcionados para a construção de novas unidades de saúde, hospitais e outras ações de saúde nos municípios impactados, garantindo o acesso a serviços de qualidade e atendendo às necessidades da população. Esse repasse faz parte do Novo Acordo do Rio Doce, um instrumento de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem, que foi homologado em novembro de 2024.
O Novo Acordo é um importante passo para garantir a reparação integral dos danos causados pelo desastre. Ele prevê a destinação de R$ 12 bilhões para ações de saúde nos municípios impactados ao longo de 20 anos. Desse total, R$ 11,32 bilhões serão geridos pelo BNDES, por meio do Fundo Rio Doce, e R$ 684 milhões serão de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Além disso, R$ 815,8 milhões serão destinados para projetos realizados diretamente pelo Ministério da Saúde e R$ 1,8 bilhão será utilizado para custear os planos municipais de saúde elaborados por cada município. Outros R$ 300,2 milhões serão destinados para pesquisas e análises conduzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A notícia do repasse dos recursos do Fundo Rio Doce para ações de saúde é motivo de comemoração para as comunidades impactadas pelo desastre. Além de contribuir para a recuperação das áreas degradadas e impulsionar a economia local, esse investimento é fundamental para a reestruturação da rede pública de saúde e para o fortalecimento das comunidades da Bacia do Rio Doce. As ações de saúde previstas no Novo Acordo serão essenciais para amenizar os impactos na saúde da população, tanto no curto quanto no longo prazo.
Entre as iniciativas anunciadas, estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Também será viabilizado o funcionamento do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas, garantindo assistência especializada para os moradores da região afetada.
Além disso, os recursos do Fundo Rio Doce também serão utilizados para ações de vigilância em saúde, capacitação profissional e melhoria da infraestrutura de saúde nos municípios impactados pelo desastre. Essas medidas irão contribuir para a prevenção e o controle de doenças e agravos à saúde, além de garantir a assistência necessária à população.
O Novo Acordo do Rio Doce é fruto da união entre a União, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, e instituições de Justiça, como o Ministério Público e a Defensoria Pública. Ele repactua as



