O colapso da confiança nos Estados Unidos tem sido um dos temas mais discutidos nos últimos tempos, tanto por especialistas quanto pela população em geral. O movimento, que já é chamado de “debasement” do dólar, vem causando uma verdadeira reorientação dos fluxos financeiros globais. E essa situação está desencadeando uma corrida por ativos alternativos, à medida que investidores buscam uma forma de se protegerem da volatilidade do mercado americano.
A principal preocupação é com a desvalorização do dólar, que vem sofrendo quedas significativas nos últimos meses. Isso se deve, principalmente, às políticas econômicas adotadas pelo governo americano, que imprimiram quantidades maciças de dinheiro para tentar amenizar a crise causada pela pandemia do coronavírus. Como consequência, a moeda perdeu o seu valor e o mercado financeiro tem reagido a essa situação.
Mas afinal, o que é esse “debasement” do dólar? De forma resumida, é quando um governo imprime dinheiro em excesso sem ter lastro suficiente para garantir o seu valor. E é exatamente isso o que vem acontecendo nos Estados Unidos. A impressão de uma grande quantidade de dólares faz com que a moeda perca o seu valor e, como consequência, os investidores perdem a confiança no dólar como reserva de valor.
E essa perda de confiança está levando os investidores a buscarem outras alternativas para protegerem seus patrimônios. E é aí que entra a corrida por ativos alternativos. Grandes investidores estão direcionando seus investimentos para outros ativos, como o ouro, que tem sido uma das principais escolhas, além de criptomoedas, imóveis e até mesmo ações de empresas de outros países.
O ouro, por exemplo, tem sido considerado um porto seguro para os investidores em meio a esse cenário de incertezas. O metal precioso é considerado uma reserva de valor desde a antiguidade e, nos últimos meses, teve uma valorização significativa, chegando a atingir a marca histórica de US$ 2.000 por onça. Isso se deve, em grande parte, à busca por proteção dos investidores em meio à instabilidade econômica global.
Outro ativo que vem ganhando destaque é o mercado de criptomoedas. Com a queda do dólar, muitos investidores estão buscando uma alternativa digital e descentralizada para proteger seu patrimônio. O Bitcoin, a criptomoeda mais famosa, também teve uma forte valorização nos últimos meses, ultrapassando os US$ 12.000. Além disso, a moeda digital vem ganhando cada vez mais aceitação no mercado financeiro, o que tem atraído ainda mais investidores.
Mas não são apenas esses ativos que estão sendo procurados pelos investidores em busca de proteção. Os imóveis também têm sido uma opção considerada segura. Principalmente em países considerados mais estáveis economicamente, como o Brasil. Com a desvalorização do dólar, os imóveis brasileiros se tornaram mais acessíveis para os investidores estrangeiros, o que tem impulsionado o mercado imobiliário no país.
Além disso, investir em empresas de outros países também tem sido uma opção para fugir do dólar. Com a queda da moeda americana, as ações de empresas de países com economias mais fortes, como China e Alemanha, por exemplo, se tornaram ainda mais atrativas. E com a possibilidade de diversificar os investimentos em diferentes mercados, os investidores conseguem se proteger de possíveis desvalorizações em uma determinada moeda ou economia.
Porém, essa corrida por ativos alternativos não é uma situação nova. Historicamente, sempre que o dólar enfraquece, outros ativos se valorizam. Mas



