O cinema brasileiro vem conquistando cada vez mais espaço e reconhecimento internacional, e um exemplo disso é o filme “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton. Recentemente, o longa foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais prestigiados do mundo. A conquista do Grand Prix do Júri Internacional de Melhor Filme da mostra oficial Generation Kplus e o Crystal Bear (Urso de Cristal) concedido pelo Júri Jovem é um orgulho para todo o país e uma prova do talento e criatividade do nosso cinema.
Com uma história cativante e emocionante, “Feito Pipa” conta a história de Gugu, um menino de 12 anos que sonha em se tornar um jogador de futebol profissional. Ele é criado por sua avó Dilma, uma professora aposentada que o educa de forma livre e afetuosa, sem se importar com os julgamentos da sociedade. A relação entre os dois é muito bonita e nos mostra a importância do amor e da família, mesmo nos momentos mais difíceis.
O filme se passa em uma cidade do sertão nordestino que enfrenta uma grave seca. Perto de sua casa, Gugu e Dilma descobrem ruínas de uma cidade antiga que emergiram com a baixa do nível da água da barragem próxima. Esse acontecimento desperta em Dilma as primeiras lembranças de um passado traumático, o que a leva a enfrentar a doença de Alzheimer. Com isso, Gugu tenta esconder a doença da avó de seu pai, com quem não tem uma boa relação.
Uma das características mais marcantes do filme é a atuação dos atores. Yuri Gomes, que interpreta o protagonista, entrega uma performance brilhante, mostrando versatilidade e talento para dar vida a Gugu. Teca Pereira, que dá vida a Dilma, também é um destaque, nos emociona e nos faz refletir através de sua atuação. Além disso, a participação de Lázaro Ramos como Batista, pai de Gugu, é uma grata surpresa e enriquece ainda mais o elenco.
O júri do Festival Internacional de Cinema de Berlim destacou a narrativa vibrante e multifacetada do protagonista jovem, sua confiança e determinação, além das formas humoradas e comoventes com que aborda suas questões existenciais. Esses elementos, somados a uma direção primorosa de Allan Deberton, resultam em um filme que emociona e cativa o espectador do início ao fim.
É importante ressaltar que “Feito Pipa” é um filme brasileiro que aborda temas universais, como as relações familiares, a busca pelos sonhos e a superação dos desafios. Em um mundo onde as diferenças muitas vezes são motivo de conflito, o cinema nos mostra que, no fundo, todos somos iguais e enfrentamos os mesmos problemas e dilemas.
O reconhecimento e o sucesso do filme no Festival de Berlim são um incentivo para que o cinema brasileiro continue investindo em histórias diversificadas e de qualidade, mostrando sua força e criatividade para o mundo. Além disso, é uma oportunidade para que o público brasileiro possa conhecer e se emocionar com uma produção nacional tão bem feita e representativa.
Em tempos difíceis como os que estamos vivendo, o cinema tem um papel fundamental em nos transportar para outras realidades, nos fazer refletir e nos emocionar. “Feito Pipa” cumpre esses objetivos com maestria e merece todo o reconhecimento e sucesso que vem conquistando.
Por fim, convido a todos a assistirem “Feito Pipa” e se deixarem envolver pela história emocionante de Gugu e Dilma. Além de ser um ótimo entretenimento, o



