Na noite desta segunda-feira (23), o presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, assinaram um acordo de cooperação com o objetivo de fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.
Durante o evento, Skaf fez um pedido ao presidente em exercício para que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o próximo ano, devido ao ano eleitoral. Ele ressaltou que é importante evitar conflitos e priorizar os interesses do país. Em resposta, Alckmin afirmou que as mudanças na jornada de trabalho são uma tendência mundial e devem ser aprofundadas, considerando as diferentes realidades do setor produtivo.
O acordo assinado inclui dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório. O primeiro tem como objetivo fortalecer a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover o comércio justo e o adequado uso dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Já o segundo visa reduzir os custos regulatórios e administrativos, promover a desburocratização, a competitividade e a qualidade regulatória no país.
Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou a importância da cooperação entre o setor produtivo e o governo na defesa comercial, para promover um ambiente concorrencial mais equilibrado. Ele destacou que a tendência mundial é de redução da jornada de trabalho e que o debate sobre o assunto deve ser aprofundado para encontrar soluções que se adequem às diferentes realidades do país.
O presidente em exercício também falou sobre a redução da taxa básica de juros (Selic). Ele demonstrou confiança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará, na próxima reunião em março, a redução da taxa, impulsionada pela apreciação do real e pela desinflação dos alimentos. Segundo Alckmin, essa medida será positiva para a economia e trará melhorias ao país.
Alckmin também mencionou a nova tarifa global de 15% estabelecida pelos Estados Unidos nesta semana como resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente pelo presidente Trump no ano passado. Ele destacou que essa medida beneficia o Brasil, já que a anterior, de 10% + 40%, representava um grande problema para o comércio exterior com os Estados Unidos.
O presidente em exercício finalizou seu discurso afirmando que essa nova tarifa abre possibilidades para um comércio exterior mais forte e mais significativo entre o Brasil e os Estados Unidos. Alckmin e Skaf demonstraram otimismo com relação aos acordos assinados e destacaram a importância da cooperação entre o setor produtivo e o governo para promover um comércio justo e competitivo no país.
Em resumo, a assinatura dos acordos entre o governo e a Fiesp demonstra uma forte atuação do Brasil no combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior, bem como o esforço em promover um ambiente regulatório mais eficiente e competitivo. A parceria entre o setor produtivo e o governo é essencial para alcançar esses objetivos e fortalecer a economia brasileira. Com medidas como a redução da taxa básica de juros e a nova tarifa global dos Estados Unidos, o país está caminhando para um futuro promissor.



