O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, está empenhado em uma das principais prioridades do governo federal este ano: acabar com a escala 6×1. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Boulos reforçou a importância de garantir que os trabalhadores tenham pelo menos dois dias de descanso por semana e uma jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução de salário.
Segundo o ministro, a proposta de acabar com a escala 6×1 é uma iniciativa conjunta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como objetivo garantir melhores condições de trabalho para os brasileiros. No entanto, Boulos ressaltou que há resistência por parte dos empresários, mas que isso é algo esperado, assim como aconteceu com outras conquistas históricas, como o salário mínimo, o 13º salário e as férias remuneradas.
Em relação à PEC da Segurança Pública, Boulos afirmou que sua aprovação é outra prioridade para este ano. A proposta visa criar um Ministério da Segurança Pública com atribuições estabelecidas por lei. Além disso, o ministro destacou a importância de garantir direitos aos trabalhadores de aplicativos de transporte, como taxas fixas para as empresas que operam os aplicativos, a fim de evitar que os trabalhadores sejam lesados.
Boulos também mencionou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para os entregadores por aplicativo, que também enfrentam desafios em relação aos seus direitos. O ministro ressaltou que é inaceitável que as empresas fiquem com 50% do lucro do trabalhador, sendo que elas apenas fazem a intermediação tecnológica e não têm nenhum gasto com o veículo ou a condução.
Durante a entrevista, Boulos também abordou a questão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, que foram incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND) por meio do Decreto nº 12.600, de agosto de 2025. O ministro informou que está em Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará, que protestam contra o decreto por considerarem que ele ameaça o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.
Boulos destacou que tem defendido que o governo atenda às demandas dos povos indígenas e acredita que há possibilidade real de que isso aconteça. Ele adiantou que espera ter notícias boas sobre o assunto em breve. Questionado sobre uma possível revogação do decreto, o ministro afirmou que a decisão ainda passará por um debate com outros ministérios, mas que sua defesa é que a reivindicação dos indígenas seja atendida, pois é justa e necessária.
É importante ressaltar que o decreto foi publicado antes de Boulos assumir o cargo de ministro, mas ele está empenhado em encontrar uma solução para atender às demandas dos povos indígenas. O ministro acredita que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente e o respeito aos direitos dos povos tradicionais.
Em resumo, o ministro Guilherme Boulos está empenhado em promover melhorias nas condições de trabalho dos brasileiros, seja por meio do fim da escala 6×1, da criação de um Ministério da Segurança Pública ou da garantia de direitos aos trabalhadores de aplicativos de transporte. Além disso, ele também está comprometido em atender às demandas dos povos indígenas e encontrar soluções que conciliem o desenvolvimento econ



