Em fevereiro, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, registrou movimentações intensas. Foram 8 ações que tiveram altas superiores a 10%, enquanto outras 8 apresentaram quedas na mesma proporção. Entre as empresas que se destacaram nesse mês, temos a MRV e a Raízen, que tiveram movimentações opostas. Enquanto a primeira registrou as maiores altas, a segunda teve a maior queda.
A construtora MRV foi a grande campeã de fevereiro, registrando uma alta de mais de 28%. Com isso, a empresa se tornou uma das mais valorizadas do Ibovespa, impulsionando o índice a alcançar novos recordes. Essa valorização expressiva se deve principalmente ao resultado positivo divulgado pela empresa em seu balanço financeiro do último trimestre de 2020. A MRV apresentou um lucro líquido de R$ 206 milhões, um crescimento de 39,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a empresa tem se destacado por sua atuação no mercado de imóveis populares, contribuindo para a redução do déficit habitacional no país e recebendo incentivos governamentais. Com um bom fluxo de caixa e estratégias bem-sucedidas, a MRV vem conquistando a confiança dos investidores e fortalecendo sua posição no mercado.
Enquanto isso, a empresa de energia Raízen teve uma queda de quase 17% em fevereiro, o que a tornou a maior perdedora do mês. Esse movimento foi influenciado pela forte valorização do dólar em relação ao real, já que a Raízen possui grande parte de seus custos atrelados à moeda estrangeira. Além disso, a empresa também sofreu com a queda dos preços do petróleo, que afetou diretamente sua divisão de combustíveis.
No entanto, é importante ressaltar que a Raízen vem enfrentando esses desafios com estratégias de mitigação de riscos, como o aumento da produção de etanol, que é menos dependente do preço do petróleo e está com alta demanda no mercado interno. Além disso, a empresa tem investido em energia limpa, como a produção de bioeletricidade a partir da cana-de-açúcar. Com isso, a Raízen se mantém competitiva e preparada para enfrentar possíveis volatilidades no mercado.
Além dessas duas empresas, outras ações também se destacaram em fevereiro. A Hypera Pharma, maior fabricante de medicamentos genéricos do país, apresentou alta de 18%, impulsionada pelo crescimento de suas vendas e pela expectativa de lançamentos de novos produtos. A Suzano Papel e Celulose teve uma valorização de 17%, devido à alta demanda de celulose no mercado internacional e melhores condições de preços.
Por outro lado, entre as ações que tiveram queda significativa, temos a CVC Brasil, que sofreu com o impacto da pandemia do coronavírus no setor de turismo, registrando uma queda de quase 21%. A empresa de varejo Lojas Americanas também teve uma queda expressiva, de quase 18%, devido à incerteza econômica e o aumento da concorrência no mercado digital.
Apesar das oscilações no mercado de ações, é importante destacar que a bolsa brasileira segue em um bom momento, impulsionada pela recuperação econômica e pela expectativa de avanço nas reformas estruturais. Com isso, investidores estão cada vez mais confiantes em aplicar seus recursos no mercado de ações e buscar retornos expressivos.
Portanto, podemos concluir que fevereiro foi um mês de intensas movimentações no mercado de a



