O Brasil vem enfrentando uma série de desastres climáticos nos últimos anos, causando prejuízos econômicos e impactando diretamente a vida de milhares de pessoas. Diante dessa situação, é fundamental que o poder público atue de forma efetiva na prevenção e no enfrentamento desses eventos extremos.
Nesse contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter apresentado projetos de obras e prevenção a desastres climáticos, mesmo contando com recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministro das Cidades, Jader Filho, também reforçou a crítica, destacando que esses recursos poderiam ser alocados para obras de contenção de encostas e de macrodrenagem.
Essas críticas foram feitas durante o encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, na última sexta-feira (27). Na ocasião, Lula ressaltou que os desastres causados pelas enchentes são resultados do descaso histórico com o povo pobre do país. E não é para menos, afinal, a falta de investimentos em prevenção é um problema recorrente no Brasil.
Um exemplo disso é o governo anterior, do presidente Jair Bolsonaro, que destinou apenas R$ 6 milhões para prevenção a desastres climáticos. Um valor muito abaixo do necessário para enfrentar essa questão tão urgente e que afeta diretamente a vida da população. Felizmente, o atual governo tem se mostrado mais comprometido com essa questão, destinando mais de R$ 32 bilhões para a prevenção de desastres.
E os números mostram que essa é uma questão que precisa de atenção urgente. De acordo com o último relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os eventos climáticos extremos impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões em 2025.
Esses números são alarmantes e mostram que é preciso agir de forma preventiva para evitar que esses desastres continuem a acontecer. Além disso, é fundamental que o poder público atue de forma efetiva no socorro às vítimas desses eventos. Nesse sentido, a Defesa Civil Nacional autorizou um repasse de R$ 6,19 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.
Mas não basta apenas agir de forma emergencial, é preciso investir em prevenção e em estratégias para tornar as cidades mais resilientes e preparadas para enfrentar eventos climáticos extremos. É necessário que haja um planejamento efetivo e que os recursos sejam aplicados de forma adequada para garantir a segurança da população.
Além disso, é importante destacar que a questão dos desastres climáticos está diretamente ligada à questão da justiça social. Como bem ressaltou o presidente Lula, muitas vezes as áreas mais afetadas por esses eventos são justamente as mais pobres e vulneráveis. Por isso, é fundamental que as políticas públicas sejam voltadas para garantir a segurança e o bem-estar dessas populações.
Outro ponto importante destacado durante a Conferência Nacional das Cidades foi a necessidade de aperfeiçoar o enfrentamento à violência contra as mulheres. O presidente Lula ressaltou a importância de campanhas conjuntas entre os três Poderes para combater esse grave problema que afeta a vida



