Prêmios “amassados” tiram apetite dos fundos, mas pessoas físicas seguem aproveitando isenção de IR nos incentivados
Os últimos meses têm sido desafiadores para os investidores de crédito privado. Com a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, muitos fundos de investimento tiveram que lidar com a volatilidade do mercado e com a queda nos prêmios dos títulos de crédito privado. Essa situação tem gerado preocupação e incerteza entre os investidores, que se perguntam se devem continuar investindo nessa modalidade.
De fato, os prêmios dos títulos de crédito privado têm sido afetados pela atual conjuntura econômica. Com a queda na atividade econômica e a consequente redução da demanda por crédito, as empresas têm encontrado dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. Isso tem levado a uma maior aversão ao risco por parte dos investidores, que passaram a exigir prêmios mais altos para investir em títulos de crédito privado.
Essa situação tem sido especialmente desafiadora para os fundos de investimento, que têm uma grande exposição a esses títulos. Com a queda nos prêmios, muitos fundos têm tido dificuldades para manter sua rentabilidade e, em alguns casos, até mesmo para honrar os resgates solicitados pelos investidores. Diante desse cenário, muitas gestoras de crédito privado têm adotado uma postura mais cautelosa, acionando o chamado “modo de espera”.
Mas o que isso significa para os investidores? Será que devemos seguir o exemplo das gestoras e também adotar uma postura mais conservadora em relação ao crédito privado? A resposta para essa pergunta depende de vários fatores, como o perfil de cada investidor, seus objetivos e horizonte de investimento. No entanto, é importante destacar que, apesar dos desafios enfrentados pelos fundos de crédito privado, essa modalidade de investimento ainda pode ser uma boa opção para diversificar a carteira e buscar uma rentabilidade maior.
Uma das principais vantagens do crédito privado é a possibilidade de aproveitar a isenção de Imposto de Renda nos títulos incentivados. Esses títulos são emitidos por empresas que atuam em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, como infraestrutura, energia e agronegócio. Ao investir nesses títulos, o investidor pode obter uma rentabilidade maior do que a oferecida pelos títulos públicos, por exemplo, e ainda contar com a isenção de IR, o que aumenta o retorno líquido do investimento.
Além disso, é importante destacar que, apesar da queda nos prêmios, os títulos de crédito privado ainda oferecem uma rentabilidade atrativa em comparação com outras opções de investimento de renda fixa. Enquanto a taxa básica de juros (Selic) está em seu menor patamar histórico, os títulos de crédito privado ainda oferecem prêmios que podem chegar a 5% ou mais acima da inflação. Isso significa que, mesmo com a queda nos prêmios, ainda é possível obter uma rentabilidade real positiva com esses títulos.
Outro ponto importante a ser considerado é que, apesar da volatilidade do mercado, os títulos de crédito privado são investimentos de longo prazo. Isso significa que, ao investir nessa modalidade, é preciso ter uma visão de médio a longo prazo e não se deixar levar pelas oscilações de curto prazo. É natural que, em momentos de crise, os títulos de crédito privado sofram uma desvalorização temporária, mas, no longo prazo, a tend



