O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quarta-feira (2) a imposição de uma tarifa de 10% sobre as importações de alumínio e 25% sobre as importações de aço de diversos países, incluindo o Brasil. A medida, que entrou em vigor no dia 8 de março, gerou preocupação e incerteza no mercado internacional, mas para o ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, o Brasil pode se considerar um dos países que “se saiu bem” diante desta decisão.
Em entrevista à agência de notícias InfoMoney, Azevêdo afirmou que o fato de o Brasil ser deficitário no comércio com os Estados Unidos pode ter sido um dos fatores que influenciaram na definição da sobretaxa de 10%. Segundo ele, o país tem um superávit de cerca de US$ 3 bilhões no setor de alumínio e um déficit de US$ 1 bilhão no setor de aço, o que pode ter sido levado em consideração pelo governo americano.
Além disso, o ex-OMC destacou que o Brasil possui uma relação comercial mais equilibrada com os Estados Unidos em comparação com outros países, como China e Coreia do Sul, que também foram afetados pelas tarifas de Trump. “O Brasil não é um grande exportador de aço e alumínio para os Estados Unidos, então, em termos relativos, o impacto é menor”, afirmou Azevêdo.
Para o embaixador, a decisão de Trump pode ser vista como uma oportunidade para o Brasil fortalecer suas relações comerciais com outros países e diversificar sua pauta de exportações. “O Brasil tem uma economia diversificada e pode buscar novos mercados para seus produtos, além de fortalecer sua presença em outros setores, como o agrícola”, ressaltou.
Azevêdo também destacou que o Brasil possui uma posição privilegiada no mercado internacional, sendo um dos maiores produtores e exportadores de commodities do mundo. “O país tem uma grande capacidade de produção e pode aproveitar esse momento para ampliar sua participação no mercado global”, afirmou.
Além disso, o ex-diretor geral da OMC enfatizou que o Brasil possui uma economia sólida e estável, o que pode atrair investimentos estrangeiros e impulsionar o crescimento do país. “O Brasil tem uma das maiores economias do mundo e possui um mercado interno forte e diversificado. Isso é um grande atrativo para os investidores”, afirmou.
Apesar dos possíveis impactos negativos da decisão de Trump, Azevêdo acredita que o Brasil tem condições de superar essa crise e sair fortalecido. “O país possui uma economia resiliente e tem todas as condições para enfrentar esse desafio e se sair bem. É importante manter a calma e buscar soluções criativas para contornar essa situação”, ressaltou.
O ex-diretor geral da OMC também destacou a importância de manter um diálogo aberto e construtivo com os Estados Unidos, buscando uma solução negociada para a questão das tarifas. “O Brasil tem uma relação histórica com os Estados Unidos e é fundamental manter um diálogo aberto e construtivo para encontrar uma solução que seja benéfica para ambas as partes”, afirmou.
Em resumo, apesar dos desafios que a imposição das tarifas de Trump pode trazer para o Brasil, o país possui uma economia sólida e diversificada, além de uma posição privilegiada no mercado internacional. Com criatividade e diálogo, o Brasil pode superar essa crise e se fortalecer ainda mais no cenário global. É importante manter a confiança e acreditar no potencial do país para enfrentar



