Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tomou uma importante decisão ao classificar a odontologia biológica como pseudociência e denunciar à Advocacia-Geral da União (AGU) as práticas sem respaldo científico que têm sido divulgadas na internet. Essa medida visa proteger a saúde e a segurança dos pacientes, bem como preservar a credibilidade da profissão.
A odontologia biológica é uma abordagem que prega a utilização de materiais e técnicas alternativas, muitas vezes sem comprovação científica, para tratamentos odontológicos. Entre essas práticas, estão o uso de materiais “naturais” em restaurações e próteses, a extração de dentes saudáveis baseada em supostas conexões com doenças sistêmicas e a utilização de testes de intolerância alimentar para diagnóstico de problemas dentários.
No entanto, diversas entidades científicas e órgãos reguladores, como o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já se posicionaram contra essa abordagem. Segundo eles, não há evidências científicas que comprovem a eficácia dessas práticas e, em alguns casos, elas podem até mesmo causar danos à saúde dos pacientes.
Diante dessa situação, o CFO decidiu tomar medidas mais enérgicas para combater a odontologia biológica. Em uma reunião extraordinária realizada no dia 22 de agosto, o Conselho aprovou uma resolução que classifica essa abordagem como pseudociência e determina que os profissionais da área devem se abster de divulgá-la ou praticá-la.
Além disso, o CFO também acionou a AGU para que sejam tomadas medidas legais contra os responsáveis por disseminar informações sem embasamento científico na internet. Segundo o presidente do Conselho, Juliano do Vale, essa é uma forma de proteger a população contra possíveis danos causados por essas práticas.
O Conselho também solicitou a retirada de conteúdos relacionados à odontologia biológica de sites, blogs e redes sociais. A ideia é combater a desinformação e evitar que pacientes sejam enganados por promessas de tratamentos milagrosos.
Essa medida do CFO é extremamente importante para a odontologia brasileira, pois reforça o compromisso da profissão com a ética, a ciência e a responsabilidade com a saúde dos pacientes. Além disso, mostra que o Conselho está atento às novas tendências e práticas que surgem no mercado e que podem representar riscos para a população.
É importante ressaltar que a odontologia é uma ciência baseada em evidências e que qualquer tratamento deve ser embasado em estudos e pesquisas científicas. A busca por alternativas é válida, mas sempre com o respaldo da ciência e com a orientação de um profissional devidamente habilitado.
Portanto, é fundamental que os pacientes fiquem atentos e procurem sempre um cirurgião-dentista de confiança, que esteja devidamente registrado no Conselho Regional de Odontologia de seu estado. Além disso, é importante questionar sobre as técnicas e materiais utilizados no tratamento e buscar informações em fontes confiáveis.
Com a decisão do CFO, espera-se que a odontologia biológica seja cada vez mais combatida e que a saúde bucal da população seja preservada. Afinal, o bem-estar dos pacientes deve ser sempre a principal preocupação dos profissionais da área.



