No último domingo, dia 12 de setembro, aliados do presidente Jair Bolsonaro voltaram às ruas em diversas cidades do país para manifestar seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os atos, que foram organizados por grupos bolsonaristas, contaram com críticas às decisões recentes do STF e pedidos de anistia para Lula.
Os protestos, que aconteceram em mais de 60 cidades, foram marcados por uma grande presença de apoiadores do presidente e também por uma forte presença policial. Em São Paulo, os manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, onde ergueram faixas e cartazes com mensagens de apoio a Bolsonaro e de críticas ao STF.
Entre as principais pautas dos atos estavam a defesa da liberdade de expressão e a rejeição ao inquérito das fake news, que é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Os manifestantes também pediram a anulação dos processos que levaram à prisão do ex-presidente Lula e a sua elegibilidade para as próximas eleições.
Em entrevista à imprensa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, afirmou que os atos são uma resposta à “ditadura do Judiciário” e à “perseguição política” contra o governo Bolsonaro. Ele também criticou a atuação do STF e defendeu a necessidade de uma reforma no sistema judiciário brasileiro.
Já o deputado estadual Douglas Garcia, que também participou dos atos em São Paulo, afirmou que a presença de tantas pessoas nas ruas mostra que o povo brasileiro está cansado de ser “refém” do STF e que é preciso dar um basta às decisões que, segundo ele, ferem a democracia.
Em Brasília, os manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios e seguiram em direção ao STF, onde foram recebidos com um forte esquema de segurança. O ato contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, que fez um discurso em cima de um carro de som e reforçou seu apoio aos manifestantes.
Em suas redes sociais, Bolsonaro também compartilhou vídeos e fotos dos atos em diversas cidades do país, destacando a presença de milhares de pessoas e a união em prol de uma causa comum. O presidente também aproveitou para reforçar suas críticas ao STF e ao ex-presidente Lula, afirmando que o Brasil precisa de uma “limpeza” no sistema judiciário.
Os atos também contaram com a presença de lideranças políticas e personalidades ligadas ao governo Bolsonaro, como o deputado federal Otoni de Paula e o cantor Sérgio Reis. O clima foi de festa e união entre os manifestantes, que cantaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem em apoio ao presidente.
No entanto, apesar da grande mobilização e da presença de figuras importantes do governo, os atos também foram alvos de críticas por parte da oposição e de movimentos sociais. Para eles, os protestos são uma tentativa de Bolsonaro de desviar o foco dos problemas enfrentados pelo país, como a crise econômica e a pandemia de Covid-19.
Além disso, muitos manifestantes foram flagrados sem máscaras e desrespeitando as medidas de distanciamento social, o que gerou preocupação em relação ao aumento dos casos de Covid-19. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura chegou a emitir uma nota pedindo que as pessoas evitassem aglomerações e respeitassem as medidas de prevenção.
No entanto, apesar das críticas



