No mundo dos investimentos, diversificação é uma palavra-chave. Afinal, é importante ter uma carteira variada para minimizar riscos e maximizar retornos. E quando se trata de investir em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), essa estratégia também é fundamental. No entanto, muitos investidores iniciantes podem ficar perdidos em meio a tantas opções de FIIs disponíveis no mercado. Por isso, o analista Mira, do canal Liga de FIIs, recomenda uma receita simples e eficaz para começar a investir nesse tipo de ativo: focar nos maiores fundos e distribuir investimentos entre tijolo e papel.
Antes de explicar essa estratégia, é importante entender o que são FIIs. Eles são uma forma de investir no mercado imobiliário sem precisar comprar um imóvel diretamente. Funciona da seguinte forma: um gestor profissional reúne o dinheiro de diversos investidores e utiliza esse capital para adquirir imóveis comerciais, como shoppings, escritórios, galpões logísticos, entre outros. Os investidores, por sua vez, recebem uma parte dos lucros provenientes dos aluguéis e da valorização dos imóveis.
Agora, voltando à receita de Mira. A primeira parte dela é focar nos maiores fundos. Mas por que isso é importante? Os maiores fundos, também conhecidos como “blue chips” dos FIIs, são aqueles que possuem uma maior liquidez e um patrimônio mais robusto. Isso significa que eles são mais negociados na bolsa de valores e possuem uma gestão mais profissional. Além disso, esses fundos geralmente possuem imóveis de alta qualidade e bem localizados, o que aumenta a chance de bons rendimentos.
Ao investir nos maiores fundos, o investidor tem a vantagem de ter uma maior diversificação em sua carteira. Afinal, esses fundos possuem diversos imóveis em diferentes regiões e setores, o que minimiza os riscos de vacância e inadimplência. Além disso, esses fundos costumam ter uma distribuição de rendimentos mais estável ao longo do tempo, o que é ideal para quem busca uma fonte de renda passiva.
A segunda parte da receita de Mira é distribuir os investimentos entre tijolo e papel. Mas o que isso significa? Tijolo se refere aos fundos que possuem imóveis físicos em sua carteira, enquanto papel se refere aos fundos que investem em títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Ao investir em ambos os tipos de fundos, o investidor consegue ter uma exposição diversificada ao mercado imobiliário.
Os fundos de tijolo são mais indicados para quem busca uma renda passiva constante, já que os aluguéis são distribuídos mensalmente. Já os fundos de papel são mais indicados para quem busca uma rentabilidade maior, pois os títulos de renda fixa costumam ter uma taxa de juros mais atrativa. Além disso, os fundos de papel possuem uma menor volatilidade, o que pode ser interessante para quem não quer correr muitos riscos.
É importante ressaltar que a diversificação entre tijolo e papel também é importante para minimizar riscos. Afinal, se um setor do mercado imobiliário estiver passando por dificuldades, o outro pode estar em uma situação mais favorável. Por exemplo, durante a pandemia, os fundos de papel tiveram um desempenho melhor do que os fundos de tijolo, já que os aluguéis foram impactados pela crise econômica.
Além da diversificação entre tijolo e papel, Mira também recomenda diversificar entre diferentes setores



