A governança da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tem sido alvo de muitas discussões e debates nos últimos anos. Com um patrimônio de mais de R$ 200 bilhões, é natural que a gestão do fundo seja alvo de grande interesse e atenção por parte dos seus participantes e da sociedade em geral.
Uma das questões mais debatidas é a forma como são escolhidos os membros da presidência e das diretorias de Participações e Investimentos da Previ. De acordo com o estatuto do fundo, esses cargos são preenchidos com nomes apresentados pelo patrocinador, o Banco do Brasil. Ou seja, é o próprio BB que indica os gestores que irão comandar a Previ.
Recentemente, a Previ passou por uma mudança na sua presidência. O ex-presidente Gueitiro Genso deixou o cargo após dois mandatos e foi substituído por José Maurício Coelho, que foi indicado pelo patrocinador. No entanto, o que chamou a atenção foi o fato de que a indicação de Coelho foi feita pela ex-presidente da Previ, Tarciana Costa, que deixou o cargo em 2018.
Essa indicação gerou algumas especulações e questionamentos por parte dos participantes da Previ. Alguns acreditam que Tarciana ainda tem grande influência na gestão do fundo e que a indicação de Coelho pode ser uma forma de manter o controle sobre a Previ. No entanto, é importante destacar que a escolha de Coelho foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Previ, que é composto por representantes dos participantes, do patrocinador e do governo.
Além disso, é importante ressaltar que a indicação de Coelho não é uma novidade na Previ. Desde a criação do fundo, em 1904, todos os presidentes foram indicados pelo patrocinador. Isso é uma prática comum em fundos de pensão, onde o patrocinador tem um papel importante na gestão e na governança.
Outro ponto que deve ser destacado é que a Previ tem uma estrutura de governança bem definida e transparente. Além do Conselho Deliberativo, o fundo conta com um Conselho Fiscal, que é responsável por fiscalizar as contas e as ações da diretoria executiva. Além disso, a Previ possui uma política de transparência e prestação de contas, com a divulgação de relatórios e demonstrativos financeiros em seu site.
É importante ressaltar também que a Previ tem apresentado resultados positivos nos últimos anos. Em 2019, o fundo registrou um superávit de R$ 17,4 bilhões, o que representa um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior. Além disso, a rentabilidade do fundo tem sido superior à meta atuarial, o que garante a sustentabilidade do plano de benefícios.
Com a indicação de José Maurício Coelho, a expectativa é que a Previ continue avançando em sua gestão e apresentando resultados positivos. Coelho possui uma vasta experiência no mercado financeiro, tendo atuado por mais de 30 anos no Banco do Brasil e ocupado cargos de destaque em outras instituições financeiras. Além disso, ele já fazia parte da diretoria da Previ desde 2018, o que garante uma continuidade na gestão do fundo.
É importante destacar que a Previ é uma instituição sólida e bem gerida, que tem como principal objetivo garantir a aposentadoria e a tranquilidade financeira dos seus participantes. A indicação de Coelho, assim como a de todos os outros presidentes, é uma prática comum e não deve ser vista como uma interferência do patrocinador na gestão do fundo. Pelo contrário, a parceria entre


