O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tomou uma decisão importante nesta quarta-feira (5) ao exonerar Guilherme Derrite do cargo de Secretário de Segurança Pública do estado. Derrite, que também é deputado federal, volta à Câmara onde será o relator de um projeto de lei que busca classificar facções criminosas como células terroristas.
A decisão de Derrite de se licenciar do cargo no governo de São Paulo para assumir a relatoria do Projeto de Lei 1.283/2025 é de grande importância para o combate à violência e à criminalidade em nosso país. O PL, de autoria do deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), propõe a modificação da Lei Antiterrorismo para incluir milícias e facções criminosas como organizações terroristas.
Esta é uma medida urgente e necessária, especialmente diante da recente operação policial no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas. É inegável que o Brasil enfrenta uma grave crise de segurança pública, e a classificação de facções criminosas como terroristas é um passo importante para combater o crime organizado e garantir a paz e a segurança dos cidadãos.
No entanto, o governo federal se posicionou contra o projeto de lei. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, afirmou que o “governo é terminantemente contra” a proposta, argumentando que o terrorismo tem objetivos políticos e ideológicos e que a legislação internacional permite a intervenção de outros países em nosso território. No entanto, é importante ressaltar que a classificação de facções criminosas como terroristas não significa uma intervenção estrangeira, mas sim uma medida de combate ao crime e à violência em nosso próprio país.
É preciso entender que o terrorismo não é apenas uma ameaça externa, mas também uma realidade presente em nosso país. As facções criminosas, que atuam de forma organizada e violenta, causam terror e insegurança em diversas comunidades, controlando o tráfico de drogas e cometendo diversos crimes. Além disso, muitas dessas facções têm ligações com organizações terroristas internacionais, o que torna ainda mais urgente a classificação como células terroristas.
É importante ressaltar que a modificação da Lei Antiterrorismo não significa uma criminalização da pobreza ou da juventude periférica, como alguns argumentam. Pelo contrário, é uma medida para combater o crime e proteger a população, especialmente as comunidades mais vulneráveis que são as principais vítimas da violência causada pelas facções criminosas.
Além disso, a classificação como terroristas trará consequências importantes para essas organizações, como o congelamento de bens e a possibilidade de cooperação internacional para o combate ao crime. Isso enfraquecerá as facções e facilitará o trabalho das forças de segurança no combate ao crime organizado.
Diante disso, é fundamental que o Projeto de Lei 1.283/2025 seja aprovado e que as facções criminosas sejam classificadas como células terroristas. É uma medida que vai ao encontro dos anseios da população por mais segurança e paz, e que demonstra a determinação do governo em combater a violência e o crime organizado.
O governador Tarcísio de Freitas e o deputado Guilherme Derrite merecem todo o reconhecimento e apoio por essa iniciativa. É preciso unir forças para enfrentar a grave crise de segurança pública que assola o país, e a classificação de facções criminosas como terroristas é um passo importante nessa direção.
Esperamos que o governo federal reveja sua posição e apoie essa medida que é tão importante para a segurança


