A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), teve uma leve alta de 0,14% em dezembro, resultado abaixo do esperado pelo mercado. A principal contribuição para esse aumento foi a pressão nos preços das passagens aéreas, que subiram 6,54%, mas que foi atenuada pela queda nos alimentos no domicílio, que registraram deflação de 0,40%. Esse cenário reforça o viés de baixa para a inflação deste ano e renova a aposta em um possível corte da taxa básica de juros, a Selic, em janeiro.
A alta nos preços das passagens aéreas é um reflexo da retomada gradual das atividades econômicas e do aumento da demanda por viagens, principalmente no período de férias. No entanto, essa pressão nos preços foi compensada pela queda nos alimentos no domicílio, que tiveram uma deflação de 0,40%. Essa queda nos preços dos alimentos é resultado da safra recorde deste ano, que aumentou a oferta e reduziu os preços de produtos como arroz, feijão e carnes.
Com esse cenário, a inflação acumulada em 2020 até o momento é de 4,10%, abaixo do limite inferior da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4%. Isso reforça a expectativa de que a inflação encerre o ano abaixo da meta, o que pode abrir espaço para um corte na taxa básica de juros, a Selic, em sua próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro.
A queda nos preços dos alimentos também é uma boa notícia para o bolso dos consumidores, que estão enfrentando uma crise econômica causada pela pandemia da Covid-19. Com a redução dos preços dos alimentos, o poder de compra da população aumenta, o que pode estimular o consumo e impulsionar a economia.
Além disso, a expectativa de uma possível redução na taxa básica de juros, que atualmente está em sua mínima histórica de 2%, é positiva para o mercado financeiro. Isso porque os investidores buscam por opções mais rentáveis para seus investimentos, e com a Selic em baixa, a Bolsa de Valores se torna uma alternativa atraente para aplicar o dinheiro.
Outro fator que pode contribuir para a manutenção da inflação em patamares baixos é a queda na taxa de desemprego, que registrou uma leve melhora nos últimos meses. Com mais pessoas trabalhando, há um aumento na renda e, consequentemente, no consumo, o que pode ajudar a manter a inflação sob controle.
Diante desse cenário, o mercado está cada vez mais otimista em relação à economia brasileira. A expectativa é de que a inflação encerre o ano abaixo da meta, a taxa de juros continue em patamares baixos e a economia se recupere gradualmente. Isso pode trazer mais confiança e estabilidade para os investidores, além de estimular o consumo e impulsionar o crescimento do país.
Portanto, a prévia da inflação, com a pressão nos preços das passagens aéreas atenuada pela queda nos alimentos, reforça o viés de baixa para a inflação deste ano e renova a aposta em um possível corte da Selic em janeiro. Essa é uma boa notícia para os consumidores, investidores e para a economia brasileira como um todo. É importante mantermos um olhar positivo e esperançoso, pois os indicadores apontam para uma melhora gradual da situação econômica do país.



