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O episódio protagonizado pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) na tarde desta terça-feira (9) na Câmara dos Deputados chocou e indignou muitas pessoas, além de levantar questões importantes sobre a democracia e o respeito às instituições. O parlamentar, que ocupou a cadeira da presidência do plenário como forma de protesto contra a pauta da sessão e a possível cassação de seu mandato, foi arrancado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal, gerando revolta e críticas por parte de parlamentares e da sociedade em geral.
O ocorrido teve início quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que levaria ao plenário o pedido de cassação de Glauber Braga, juntamente com os casos de outros deputados. O parlamentar do PSOL é acusado de ter agredido um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) com um chute, no ano passado, após ser provocado. Porém, o caso não tem relação com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ), condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por outros motivos.
Além da votação da cassação, Motta também pautou o projeto que visa reduzir as penas dos envolvidos na trama golpista de 2018. Diante disso, Glauber Braga decidiu ocupar a cadeira da presidência como forma de protesto, afirmando que não permitiria que a pauta golpista fosse aprovada na Câmara. “Que me arranquem desta cadeira e me tirem do plenário”, desafiou o deputado.
No entanto, menos de uma hora depois do início do protesto, Glauber foi arrancado à força por agentes de segurança da Câmara dos Deputados. O sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo a sessão, foi cortado e a imprensa foi obrigada a sair do plenário e da galeria, sem poder acompanhar a situação. A ação gerou indignação e críticas por parte de parlamentares aliados e da sociedade, que questionaram a violência e a censura exercida sobre a imprensa.
Glauber Braga foi encaminhado para o Salão Verde, fora do plenário Ulysses Guimarães, com as roupas rasgadas. Em entrevista à imprensa, junto a parlamentares aliados, o deputado fez duras críticas à ação da Polícia Legislativa. “O que está acontecendo agora é uma ofensiva golpista. A votação da minha cassação não é um fato isolado, faz parte de um pacote golpista que inclui a anistia e a manutenção dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro. Não podemos aceitar esse tipo de ataque à democracia”, afirmou.
Glauber também criticou a postura de Motta, que em agosto deste ano não tomou medidas mais drásticas para retirar os deputados de oposição que obstruíram fisicamente a mesa diretora do plenário por quase 48 horas. “Os caras ficaram 48 horas ali, eu fiquei poucas horas e já foi suficiente para essa ação violenta”, pontuou.
O presidente da Câmara, por sua vez, emitiu uma nota em suas redes sociais afirmando que a atitude de Glauber Braga foi desrespeitosa e reincidente, já que o parlamentar também ocupou uma comissão em greve de fome por mais de uma semana. M



