O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião do Conselho de Participação Social, no Palácio do Planalto, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser uma prioridade do governo e uma discussão obrigatória entre os homens. Essa declaração mostra o comprometimento do presidente com a questão de gênero e a importância de se combater a violência contra as mulheres.
Lula defendeu que o problema da violência contra a mulher e do feminicídio requer uma nova atitude dos homens e também de campanhas efetivas, inclusive no campo da educação. Ele ressaltou a importância de se levar esse debate para as escolas, desde o ensino fundamental, para que os meninos não cresçam com a ideia de superioridade em relação às meninas.
O presidente também convidou os representantes do Judiciário e do Legislativo para tomarem iniciativas de mudança de cenário. Ele destacou que é preciso sair do conforto do machismo e reconhecer que a luta contra a violência é de todos, homens e mulheres.
A criação do Conselho de Participação Social em 2023 é uma iniciativa importante do governo para ouvir a sociedade civil e assessorar o presidente da República no diálogo com as organizações sociais, movimentos populares e sindicais. A presença de 68 entidades no conselho mostra a diversidade de vozes que estão sendo ouvidas e a importância de se discutir temas relevantes para a sociedade.
Durante a reunião, a integrante do conselho Sonia Maria Coelho Gomes Orellana destacou que a violência contra as mulheres tem suas raízes nas desigualdades de gênero e raça. Ela ressaltou que, no contexto atual de ódio, conservadorismo e racismo alimentados pela extrema direita, as violações têm crescido, especialmente contra as mulheres negras e de sexualidade divergente.
Outra integrante do conselho, Ivonete Carvalho, representante da Coordenação de Entidades Negras, reforçou a importância de se proteger as comunidades tradicionais e pediu por avanços na inclusão e no combate ao racismo. Ela destacou que, apesar de sermos iguais em direitos e inclusão social, é preciso respeitar a diversidade presente em nossa sociedade.
Além da questão da violência contra a mulher, o presidente Lula também abordou a expectativa de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia na cúpula de chefes de Estado, que acontecerá no dia 20, em Foz do Iguaçu (PR). Ele ressaltou que esse acordo envolve um PIB de 22 trilhões de dólares e uma população de 722 milhões de habitantes, e que espera ter a “boa notícia” da assinatura do acordo.
No entanto, Lula também destacou que há resistência por parte da França, devido aos protestos de produtores rurais que temem perder mercado com a competição com os brasileiros. Ele enfatizou que o Brasil está cedendo mais do que a União Europeia e espera que o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, assumam a responsabilidade e assinem o acordo.
Em resumo, a reunião do Conselho de Participação Social mostrou o comprometimento do presidente Lula com a questão de gênero e a importância de se combater a violência contra as mulheres. Além disso, também foi discutida a expectativa de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode trazer benefícios econômicos para ambos os blocos. É importante que o governo continue ouvindo a sociedade civil e tomando iniciativas para promover a igualdade de gênero e combater a violência contra as



