O mundo da música é um universo repleto de talentos e sonhos. Muitos artistas lutam diariamente para conseguir um espaço no mercado musical, mas nem sempre é uma tarefa fácil. A dificuldade de se inserir nesse meio pode desanimar muitos jovens que sonham em viver da música. No entanto, sempre há aqueles que, mesmo diante das adversidades, não desistem de seus sonhos e encontram formas criativas e inovadoras de alcançar seus objetivos. É o caso da produtora de áudio AlterEgo, criada por dois jovens músicos que decidiram fundar o próprio selo musical para impulsionar não apenas o seu trabalho, mas também o de outras bandas com trajetórias parecidas.
Tudo começou com Victor Basto e João Mendonça, guitarrista e baterista da banda Quedalivre, que se conheceram na faculdade de produção musical. Diante das dificuldades de se inserir no mercado, os dois amigos decidiram unir seus conhecimentos técnicos e criar o selo independente AlterEgo. Com sede no Rio de Janeiro, o selo tem como objetivo principal promover e distribuir a obra de artistas que, assim como eles, enfrentam desafios para se destacar na música.
O músico Victor Basto relembra que a banda Quedalivre enviou material para diversos selos, mas não obteve resposta de nenhum deles. Foi então que eles perceberam que precisavam criar o próprio caminho e fundar o próprio selo. E essa decisão acabou sendo a melhor coisa que poderia ter acontecido, pois além de impulsionar o trabalho da banda, o AlterEgo também abriu espaço para outras bandas com trajetórias semelhantes.
O selo independente AlterEgo existe desde 2025, mas foi oficialmente lançado em um festival homônimo realizado em fevereiro de 2024, no Rio de Janeiro. O evento marcou também o pré-lançamento do álbum Seres Urbanos, da banda Quedalivre, formada pelos músicos que idealizaram o selo e também o festival. Atualmente, o AlterEgo conta com uma equipe técnica composta por 22 pessoas, todas com idades entre 21 e 25 anos, incluindo os idealizadores do selo e integrantes da banda Quedalivre.
O selo AlterEgo já conseguiu reunir mais de 25 bandas de diferentes estados, mostrando a força e a importância dos selos independentes no cenário musical atual. De acordo com uma pesquisa realizada pelo grupo de consultoria MIDiA Research, em 2023, as entidades independentes representaram 46,7% da participação no mercado mundial de música, movimentando US$ 14,3 bilhões. No Brasil, a produção independente também vem crescendo, mas ainda enfrenta desafios como a dificuldade de divulgação e a concentração de receitas entre as grandes gravadoras.
O AlterEgo funciona como um ecossistema cultural autogerido, ou seja, um coletivo. A equipe é composta por jovens universitários da área da economia criativa, como design, fotógrafos, audiovisual, entre outros. O estilo de trabalho no selo é “faça você mesmo”, ou seja, todos estão envolvidos na produção dos eventos e na divulgação das bandas. Para Victor Basto, essa forma de trabalho é essencial para o crescimento do cenário musical, pois permite que todos possam viver do que amam, sem depender de grandes investimentos.
Mais do que um selo, o AlterEgo se apresenta como uma plataforma de articulação de uma geração que cria, produz e grava ela própria, à margem dos modelos convencionais. Através do selo, é possível mobilizar pessoas e mostrar que é possível fazer música de qualidade, mesmo sem grandes investimentos. O AlterE



