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Apoio de Trump a candidato presidencial não influencia 65% dos eleitores

Pesquisa Datafolha revela que apoio de Trump a candidato presidencial brasileiro é indiferente para maioria dos eleitores. Confira dados completos da sondagem.

Apoio de Trump a candidato presidencial não influencia 65% dos eleitores
Fonte: g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/06/20/datafolha-apoio-donald-trump-candidato-presidencia-nao-faria-diferenca-65-eleitores.ghtml

Sondagem mostra indiferença com apoio de Trump a candidato presidencial

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada no sábado (20) investigou o impacto potencial do apoio de Trump a um candidato presidencial brasileiro nas eleições de 2026. Os resultados revelam que o endosso do presidente norte-americano teria pouca relevância para a maioria dos eleitores brasileiros.

O levantamento quantifica precisamente como o apoio de Trump a candidato presidencial reverteria em votos. Conforme os dados coletados, dois terços da população consideraria tal apoio irrelevante em suas decisões eleitorais, enquanto segmentos menores seriam favorável ou desfavoravelmente influenciados.

Divisão clara das opiniões entre os eleitores

Os números fornecidos pela pesquisa Datafolha apresentam uma distribuição interessante de respostas sobre o tema. Para a parcela majoritária da população, que representa 65% dos entrevistados, uma eventual declaração de apoio de Trump a um candidato presidencial não teria qualquer impacto em suas escolhas de voto.

Por outro lado, existe uma parcela significativa que seria positivamente influenciada. Aproximadamente 17% dos eleitores consultados mencionaram que o endosso do líder americano aumentaria sua disposição para votar no candidato apoiado. Este segmento representa aqueles para quem tal apoio teria validação positiva.

Complementando este cenário, 15% dos respondentes indicaram o sentimento oposto. Para este grupo, o apoio de Trump a um candidato presidencial teria efeito contrário, diminuindo sua vontade de votar na pessoa apoiada. Estes eleitores parecem considerar tal endosso como potencial desvantagem política.

Apenas 3% dos entrevistados não conseguiram posicionar-se adequadamente sobre a questão, declarando não saber responder à indagação feita pelos pesquisadores da instituição.

Metodologia e confiabilidade da pesquisa Datafolha

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 18 de junho, envolvendo entrevistas com 2.004 pessoas selecionadas para representar o eleitorado brasileiro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, assegurando razoável precisão nos resultados apresentados.

O nível de confiança alcançado foi de 95%, o que significa que há alto grau de segurança de que os números refletem o pensamento real da população pesquisada. Esta metodologia rigorosa reforça a credibilidade dos números divulgados sobre o apoio de Trump a candidato presidencial.

Contexto político: relacionamento entre líderes

O tema do apoio de Trump a candidato presidencial ganha relevância no contexto das relações entre o norte-americano e os principais postulantes brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, mantêm contatos diplomáticos com o líder americano.

Lula realizou encontro privado com Trump na Casa Branca durante o mês de maio. Duas semanas posteriormente, foi a vez de Flávio Bolsonaro encontrar-se com o presidente dos Estados Unidos. Estes encontros reacenderam especulações sobre eventual apoio de Trump a um destes candidatos.

Números eleitorais atuais para a disputa presidencial

De acordo com os dados coletados pela mesma pesquisa Datafolha, no cenário de primeiro turno, Lula apresenta 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro figura com 31%. Este diferencial de dez pontos percentuais posiciona o presidente como favorito inicial para a disputa.

No cenário de segundo turno hipotético entre Lula e Flávio Bolsonaro, os números se aproximam consideravelmente. Lula alcança 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 43%. Embora o petista mantenha vantagem, o possível apoio de Trump a um destes candidatos não parece estar significativamente alterando estas proporções conforme demonstra a pesquisa sobre indiferença eleitoral.

Tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos

As relações entre o governo Lula e a administração Trump passam por momento de tensão. O governo norte-americano propôs novos aumentos tarifários contra produtos brasileiros e classificou as facções criminosas PCC e CV como grupos terroristas, gerando divergências diplomáticas.

Trump concedeu entrevista ao portal Axios na sexta-feira (19), na qual fez críticas ao presidente Lula. O americano descreveu o líder brasileiro como pessoa "muito volátil" e afirmou que não se importa com o relacionamento, utilizando expressão que minimiza a relevância da relação bilateral.

Durante participação na cúpula do G7 realizada na França, Lula e Trump trocaram breve cumprimento na terça-feira (16). Quando questionado sobre sua relação com o presidente brasileiro, Trump caracterizou o Brasil como "país politicamente complicado", demonstrando avaliação crítica da situação interna brasileira.

Confusão de Trump sobre filhos de Bolsonaro

Na mesma entrevista ao Axios, Trump demonstrou confundir os filhos de Jair Bolsonaro. O norte-americano misturou informações sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, referindo-se a prisão de "Bolsonaro Jr." de forma imprecisa. Trump mencionou ter ouvido que alguém concorrendo a cargo foi preso, associando isto a declaração feita no Texas.

A confusão ocorreu um dia após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por tentativa de interferir em julgamento do pai na investigação sobre suposta trama golpista. Eduardo, contudo, não foi efetivamente preso, pois sua condenação ainda não transitou em julgado, necessitando de publicação e podendo sofrer recursos.

O ex-deputado atualmente reside nos Estados Unidos, enquanto aguarda procedimentos judiciais finais no Brasil. Seu caso permanece em fase de recursos, não tendo atingido ainda o estágio em que a execução da pena seria iniciada pelas autoridades judiciárias brasileiras.

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