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BC aperta regras de provedores de TI para instituições financeiras

O Banco Central (BC) promoveu ajustes na regulamentação dos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que atuam no Sistema Financeiro Nacional (...

BC aperta regras de provedores de TI para instituições financeiras
O Banco Central (BC) promoveu ajustes na regulamentação dos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que atuam no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Essa iniciativa tem como objetivo aprimorar a segurança, a eficiência e a transparência no sistema financeiro e de pagamentos do país. As mudanças, que alteram uma resolução editada em setembro de 2025, tornam os requisitos mais completos, claros e objetivos. Além disso, tornam o processo de credenciamento mais rigoroso, alinhando as exigências aplicáveis aos PSTI às práticas já adotadas em outros segmentos regulados. Uma das principais mudanças da resolução é a exigência de valores de capital social e patrimônio líquido superiores aos apresentados no credenciamento inicial. Isso reforça a capacidade financeira dos provedores, garantindo maior estabilidade para o sistema financeiro e de pagamentos. Outra mudança importante é a alteração nos critérios de reputação e capacidade técnica dos administradores, alinhados a outros setores regulados. Além disso, a norma inclui definições sobre controle acionário e novos mecanismos de análise de conformidade. O BC também reforça as exigências de governança corporativa, controles internos e compliance, com a obrigação de elaboração anual de relatórios e adoção de mecanismos de rastreabilidade. Isso garante uma gestão mais eficiente e transparente por parte dos PSTI. Os procedimentos de descredenciamento também foram simplificados, tornando o processo mais objetivo e ágil em situações de descumprimento das regras. Além disso, houve ampliação das obrigações de comunicação, incluindo alterações societárias e substituição de administradores. A resolução também prevê a inclusão de novas hipóteses que autorizam o BC a adotar medidas preventivas, como nos casos de ausência prolongada de diretor responsável. Isso garante uma atuação mais rápida e efetiva em situações de risco. Outra mudança importante é a ampliação do prazo para implementação das alterações, que passou de quatro para oito meses. Isso permite uma transição mais segura e previsível para os PSTI. Durante o período de adequação, as instituições que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) por meio de PSTI continuam sujeitas ao limite de R$ 15 mil por transação via Pix e TED, conforme as Resoluções BCB 496 e 497, até que o credenciamento do provedor seja concluído. Isso garante a segurança das transações realizadas durante o processo de adaptação. Na avaliação do BC, o aprimoramento das regras fortalece a segurança, a eficiência e a transparência na atuação dos PSTI, contribuindo para um ambiente mais confiável, com redução de riscos operacionais e cibernéticos e maior estabilidade do sistema financeiro e de pagamentos do país. Essa decisão ocorre em um momento em que os ataques cibernéticos têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, principalmente em prestadores de serviços terceirizados. Por isso, é importante que as instituições estejam preparadas e adotem medidas de segurança efetivas para evitar esses incidentes. O reforço na regulação também ocorre em um contexto de aumento dos investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras. Com a digitalização dos serviços e o crescimento do Pix como principal meio de pagamento do país, é fundamental garantir a segurança das transações e dos dados dos clientes. Dessa forma, o Banco Central está atento às necessidades do mercado e busca constant
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