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Deputados dos EUA acusam Trump de interferir eleições

12 deputados democratas acusam governo Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras em carta enviada ao Departamento de Estado norte-americano nesta terç...

Deputados dos EUA acusam Trump de interferir eleições
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Acusação formal contra interferência eleitoral

Doze deputados dos Estados Unidos, todos filiados ao Partido Democrata, enviaram uma carta formal ao Departamento de Estado norte-americano acusando o governo Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras. O documento foi protocolado junto ao secretário de Estado Marco Rubio na terça-feira (6), denunciando ações que os parlamentares classificam como prejudiciais às relações diplomáticas entre os dois países. Esta nova acusação de interferência Trump eleições Brasil marca o terceiro episódio em menos de um mês em que congressistas questionam a postura da administração republicana.

No documento contendo três páginas, os congressistas descrevem uma "escalada desnecessária" promovida pelo Departamento de Estado que, segundo eles, pode causar uma ruptura significativa nas relações bilaterais entre Washington e Brasília. Os deputados argumentam que a interferência Trump eleições Brasil ultrapassa os limites diplomáticos aceitáveis e coloca em risco uma parceria estratégica de longa data.

Revogação do visto da embaixadora brasileira

O ponto central das acusações envolve a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Os parlamentares abrem o documento criticando duramente essa decisão, caracterizando-a como equivocada e prejudicial à reputação estadunidense na região. A medida, anunciada pelos EUA em agosto, foi justificada como retaliação à demora do Brasil em aceitar a nomeação de Daniel Perez para chefiar a embaixada americana em Brasília.

"Essa decisão equivocada prejudica ainda mais a reputação dos Estados Unidos na região e aproxima o Brasil das mãos de nossos adversários", afirma trecho da correspondência dirigida ao governo Trump. Para os deputados, a revogação do visto representa apenas uma das várias ações coercitivas utilizadas pela administração americana para tentar influenciar o resultado das eleições brasileiras.

Medidas punitivas e políticas comerciais

Os congressistas citam outras ações como evidência de uma estratégia coordenada de interferência Trump eleições Brasil. Entre essas medidas, destacam-se tarifas comerciais e sanções aplicadas contra autoridades brasileiras, supostamente como castigo pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a carta, essas ações demonstram uma tentativa sistemática de usar instrumentos econômicos para punir decisões da justiça brasileira.

Além das medidas econômicas, o documento faz referência a reportagens jornalísticas que denunciaram planos dos Estados Unidos de enviar duas autoridades ao Brasil para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Os parlamentares veem essa iniciativa como uma tentativa clara de minar a credibilidade das instituições eleitorais do país.

Questionamentos sobre missão eleitoral

Na carta ao Departamento de Estado, os deputados formulam perguntas específicas sobre as intenções da administração Trump. "Por que autoridades do Departamento de Estado buscaram examinar o sistema eleitoral do Brasil em meio a uma campanha presidencial em andamento e que evidências específicas o Departamento possui de que o sistema eleitoral brasileiro pode não ser confiável?", questiona um trecho do documento.

Os congressistas solicitam ainda justificativas formais para cada uma das ações consideradas indevidas, estabelecendo um prazo de 20 de outubro para as respostas, data anterior ao segundo turno das eleições brasileiras. Essa estratégia visa garantir que qualquer esclarecimento seja fornecido antes do desfecho final do processo eleitoral.

Defesa da democracia brasileira

O documento encerra com uma afirmação enfática sobre os valores que devem guiar as relações entre Washington e Brasília. Os parlamentares reforçam que os Estados Unidos beneficiam-se quando auxiliam o Brasil a fortalecer suas instituições democráticas, e não quando apoia candidatos específicos ou aqueles vinculados a tentativas de golpe.

"As relações entre os EUA e o Brasil devem ser baseadas no respeito às escolhas democráticas do povo brasileiro, e não determinadas pelo fato de o candidato apoiado pelo presidente Trump sair vitorioso", conclui a carta. Essa declaração sintetiza a preocupação central dos deputados com as práticas diplomáticas da administração republicana.

Precedentes em setembro

A carta enviada na terça-feira representa o terceiro protesto formal de congressistas americanos sobre a interferência Trump eleições Brasil. No dia 24 de setembro, um grupo de 31 parlamentares havia enviado correspondência similar a Marco Rubio, acusando o governo de pressionar instituições brasileiras e colocar em risco a parceria estratégica bilateral.

Cinco dias depois, três senadores democratas também cobraram garantias de que o governo norte-americano respeitaria o resultado das eleições brasileiras. Os senadores expressaram preocupação com "ações do governo que ameaçam a aliança estratégica" entre os dois países e apontaram suspeitas de tentativa de interferência direta nas escolhas eleitorais do Brasil.

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