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Inflação nos EUA deve acelerar após um novembro conturbado

Economistas afirmaram que o relatório de novembro, que mostrou uma desaceleração generalizada da inflação, foi distorcido pela incapacidade da agência de coleta...

Inflação nos EUA deve acelerar após um novembro conturbado
Os últimos meses têm sido de incertezas para a economia dos Estados Unidos, com a pandemia do coronavírus afetando diversos setores e causando uma série de impactos. No entanto, um dos indicadores que tem chamado a atenção dos economistas é a inflação, que apresentou uma desaceleração em novembro. No entanto, especialistas afirmam que esse resultado foi distorcido pela incapacidade da agência de coletar a maioria dos preços em outubro. De acordo com o relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, a inflação geral, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu apenas 0,2% em novembro, abaixo das expectativas dos analistas que previam um aumento de 0,3%. Além disso, o núcleo do IPC, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu apenas 0,1%, também abaixo das expectativas de 0,2%. No entanto, os economistas alertam que esses números não refletem a realidade da economia americana. Isso porque, em outubro, a agência responsável pela coleta de preços não conseguiu coletar a maioria dos dados devido às restrições impostas pela pandemia. Isso significa que o relatório de novembro foi baseado em uma amostra menor de preços, o que pode ter distorcido os resultados. A coleta de preços é uma parte fundamental para o cálculo da inflação, pois é a partir desses dados que é possível medir o aumento ou a queda dos preços dos bens e serviços. Com a pandemia, muitos estabelecimentos tiveram que fechar ou reduzir suas atividades, o que dificultou a coleta de preços. Além disso, muitos produtos e serviços tiveram seus preços alterados devido às mudanças na demanda e na oferta. Diante desse cenário, os economistas acreditam que a inflação nos EUA deve acelerar nos próximos meses. Isso porque, com a reabertura gradual da economia e a retomada das atividades, a coleta de preços deve voltar ao normal e refletir de forma mais precisa a realidade dos preços no país. Além disso, com a chegada das festas de fim de ano, é esperado um aumento na demanda por produtos e serviços, o que pode pressionar ainda mais os preços para cima. No entanto, é importante ressaltar que a inflação ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que é de 2%. Isso significa que, mesmo com uma possível aceleração nos próximos meses, a inflação ainda estará em um nível considerado saudável para a economia. Além disso, a desaceleração da inflação em novembro também pode ser vista como um sinal positivo para a economia. Isso porque, com a pandemia ainda em curso, muitas famílias estão enfrentando dificuldades financeiras e uma inflação mais baixa pode aliviar o orçamento dessas pessoas. Além disso, uma inflação mais controlada pode estimular o consumo, já que os consumidores tendem a adiar suas compras quando os preços estão subindo muito rapidamente. Outro fator que pode contribuir para uma aceleração da inflação nos EUA é a política monetária adotada pelo Fed. Desde o início da pandemia, o banco central tem mantido uma postura expansionista, com a redução das taxas de juros e a injeção de liquidez no mercado. Essas medidas têm o objetivo de estimular a economia e, consequentemente, podem levar a um aumento da inflação. No entanto, o Fed tem reiterado que manterá uma postura acomodatícia até que a economia se recupere totalmente da cr
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