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Julgamento de acusados por morte de grávida em Ituiutaba segue sem data

Quatro réus aguardam julgamento pela morte de grávida em Ituiutaba. Defesa recorre em instâncias superiores para absolver acusados do crime ocorrido em 2016.

Julgamento de acusados por morte de grávida em Ituiutaba segue sem data
Fonte: g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2018/07/23/quase-dois-anos-apos-matar-gravida-e-roubar-bebe-em-ituiutaba-quatro-acusados-aguardam-julgamento.ghtml

Processo judicial ainda sem previsão de conclusão

O julgamento morte grávida Ituiutaba permanece em andamento sem data definida para realização das audiências finais. Quatro dos seis réus indiciados pelo homicídio de Greiciara Belo Vieira, ocorrido em 2016, continuam na condição de presos preventivamente aguardando o desfecho processual. A defesa dos acusados mantém recursos em instâncias superiores buscando a absolvição ou descaracterização da competência do tribunal popular para julgar o caso.

Entre os presos está Shirley de Oliveira Benfica, acusada de ser a mandante do crime, que permanece na unidade prisional de Ituiutaba enquanto suas alegações são examinadas judicialmente. O atraso processual decorre principalmente dos recursos apresentados pela defesa, que seguem sendo analisados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Circunstâncias brutais do crime cometido em 2016

Greiciara Belo Vieira foi sequestrada em Uberlândia no dia 19 de agosto de 2016 e levada para a zona rural de Ituiutaba enquanto estava grávida de nove meses. Segundo as investigações policiais, a vítima foi drogada e submetida a um procedimento cirúrgico para retirada da criança realizado em condições precárias. Peritos confirmaram que a mãe ainda respirava quando o bebê era extraído, caracterizando a crueldade do ato.

O grupo criminoso planejava roubar o recém-nascido para entregar a Shirley de Oliveira Benfica, que simulava uma gravidez para seu companheiro. As investigações revelaram que a acusada criou a farsa para manter o relacionamento, levando ao planejamento e execução deste crime hediondo que chocou a região de Ituiutaba e arredores.

Situação dos réus condenados e aguardando julgamento

Duas das acusadas já receberam condenação em primeira instância. As travestis Lucas Matteus da Silva (Mirela) e Jonathan Martins Ribeiro de Lima (Yasmin) foram condenadas por homicídio quadruplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e supressão de incapaz. Ambas cumprem pena no presídio de Ituiutaba.

Os demais réus – Shirley de Oliveira Benfica, Jacira Santos de Oliveira, Michel Nogueira de Oliveira e Luís Felipe Morais – apresentaram recursos contra a sentença de pronúncia publicada em 15 de março de 2017. Cada um deles segue estratégia processual diferente para contestar as acusações.

Estratégias de defesa em recurso

A defesa de Shirley de Oliveira Benfica, de 32 anos, solicita a impronúncia argumentando ausência de indícios comprobatórios de sua participação no crime. Além disso, a defesa requer revogação da prisão preventiva como medida cautelar enquanto o processo transcorre.

Os advogados de Luís Felipe Morais perseguem absolvição sumária ou impronúncia com fundamentação semelhante à de Shirley. A estratégia de Michel Nogueira de Oliveira busca transferir o julgamento do âmbito do júri popular para outras instâncias. Já a defesa de Jacira Santos de Oliveira requer impronúncia e cancelamento das qualificadoras aplicadas contra ela.

Situação processual e recursos em andamento

Conforme informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a defesa dos quatro réus apresentou recurso especial no mês anterior para análise sobre sua possibilidade de encaminhamento aos tribunais superiores. Caso seja considerado regular, o pedido segue para Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal, dependendo da natureza jurídica.

Se o tribunal não aceitar o recurso especial, a defesa ainda possui a alternativa de interpor agravo, medida que força o encaminhamento às cortes superiores independentemente da decisão inicial. Este procedimento estende significativamente o tempo processual, mantendo os acusados na condição de presos preventivos.

Desfecho familiar e destino da criança

A avó materna da criança roubada conquistou a guarda definitiva após realização de exame de DNA que comprovava o parentesco. Assim, o bebê foi reunido à família após o crime brutal que resultou na morte de sua mãe gestante. Este aspecto humanitário do caso ressalta a gravidade dos crimes perpetrados pelos acusados no contexto de Ituiutaba.

O julgamento morte grávida Ituiutaba permanece como um dos casos criminais mais complexos da região, demandando análise jurídica aprofundada nas instâncias superiores enquanto a defesa continua apresentando recursos para alterar os rumos do processo.

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