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Lenine leva show 'Eita' ao Rio com som impecável

Lenine apresenta 'Eita' no Rio de Janeiro com qualidade técnica, coesão artística e presença de parcerios fundamentais. Confira detalhes do show.

Lenine leva show 'Eita' ao Rio com som impecável
Fonte: g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/06/21/lenine-apresenta-o-show-eita-no-rio-de-janeiro-com-coesao-som-perfeito-e-tres-parceiros-fundamentais-na-plateia.ghtml

Lenine Apresenta o Show 'Eita' no Rio com Excelência Técnica

O artista pernambucano Lenine apresentou o show 'Eita' no Rio de Janeiro na noite de 20 de junho, consolidando a quarta data da turnê de seu mais recente trabalho discográfico. A apresentação na casa Vivo Rio marcou um momento de grande relevância para o cantor e compositor, que há décadas se estabeleceu na cidade carioca mantendo forte vínculo com suas raízes artísticas no Nordeste.

O espetáculo contou com a presença na plateia de três figuras fundamentais na construção da trajetória musical de Lenine: Bráulio Tavares, Dudu Falcão e Lula Queiroga. Estes nomes representam parcerias que remontam aos anos 1980 e que ajudaram a pavimentar o caminho criativo do artista ao longo de sua carreira.

Uma Turnê que Percorre o Brasil

O show Eita já havia passado por importantes capitais antes de chegar ao Rio de Janeiro. Apresentações anteriores aconteceram em Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Salvador (BA), demonstrando o alcance nacional da turnê. Cada apresentação revelou novas nuances da proposta artística de Lenine, reforçando os vínculos emocionais criados pelo álbum homônimo lançado em 2025.

Na apresentação que ocorreu em São Paulo, no dia 30 de maio, o show já apresentava características vigorosas, expandindo a teia de afetos que circunda o trabalho recente do compositor pernambucano. Contudo, foi no palco carioca que a produção atingiu níveis ainda mais elevados de refinamento e organização.

Coesão e Qualidade Técnica Impecáveis

A apresentação na Vivo Rio se distinguiu pela coesão absoluta entre músicos, arranjos e proposta conceitual. O espetáculo seguiu um roteiro rigorosamente estruturado, totalizando 31 músicas que se desdobraram de forma orgânica ao longo da noite. A identidade sonora manteve-se coerente do início ao fim, refletindo trabalho cuidadoso de preparação e ensaio.

Um aspecto particularmente notável foi a qualidade técnica impecável do som. Tudo fluiu no seu devido lugar, fenômeno que deveria ser padrão em apresentações de artistas de grande calibre, mas que na prática nem sempre se observa. Esta excelência técnica resulta diretamente da participação do baixista Bruno Giorgi na função de diretor musical do show. A formação de Giorgi como engenheiro de som contribuiu decisivamente para que cada instrumento, cada voz e cada elemento sonoro encontrasse seu espaço perfeito na mistura.

Presença de Importantes Nomes da Música

Entre os espectadores que prestigiaram a apresentação no Rio estavam nomes relevantes da música brasileira contemporânea, como a cantora Fernanda Abreu, o pianista Luiz Otávio e Pedro Luís. A presença destes admiradores confirmou o peso artístico e cultural do evento, posicionando o show como marco na cena musical carioca recente.

Lenine Ressurge em Seu Melhor Momento

O álbum e a turnê de 'Eita' marcam um momento de particular relevância na carreira de Lenine. O disco funciona como personificação de um artista que permanece indomado, fiel ao seu universo particular de criação e expressão musical. Esta fidelidade ao seu próprio caminho artístico define a obra que ganhou projeção nacional ao longo da década de 1990 e continua dialogando com novas gerações.

Repertório que Abraça Histórias Musicais

O setlist do show incorpora clássicos do catálogo de Lenine, como a balada 'Paciência' de 1999, apresentada em arranjo intimista de voz e violão. Esta escolha de resgatar números memoráveis de diferentes períodos de sua carreira demonstra compreensão madura sobre o que seu público deseja experienciar. Ao mesmo tempo, o espetáculo abre espaço para material novo, criando diálogo entre passado e presente.

A migração de Lenine para o Rio de Janeiro em 1977 representou passo crucial em sua profissionalização como artista, uma vez que na época o mercado fonográfico e artístico brasileiro concentrava-se fortemente no eixo Rio-São Paulo. Apesar desta mudança geográfica, o compositor nunca rompeu os laços afetivos e musicais com suas origens nordestinas, elemento que permanece latente em sua obra e nas apresentações que continua realizando pelo país.

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