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Videomonitoramento no Parque do Sabiá segue incompleto

Um ano após anúncio, apenas 32 de 120 câmeras foram instaladas no Parque do Sabiá em Uberlândia. Confira o status do videomonitoramento.

Videomonitoramento no Parque do Sabiá segue incompleto
Fonte: g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2018/07/23/um-ano-apos-anuncio-videomonitoramento-no-parque-do-sabia-em-uberlandia-ainda-nao-e-concluido.ghtml

Videomonitoramento do Parque do Sabiá ainda longe de ser concluído

O videomonitoramento no Parque do Sabiá em Uberlândia permanece inacabado passado um ano desde seu anúncio oficial. Das 120 câmeras de segurança previstas no projeto original, apenas 32 unidades foram colocadas em funcionamento até o momento, representando um avanço de apenas 26,7% da meta estabelecida.

O projeto de videomonitoramento foi concebido para aumentar a sensação de segurança em um espaço que recebe diariamente mais de cinco mil visitantes. Apesar dos investimentos já realizados, frequentadores continuam relato casos de furtos e roubos nas dependências do parque, levantando questionamentos sobre a eficácia das medidas implementadas até agora.

Distribuição desigual das câmeras instaladas

Conforme o plano inicial da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), as 120 câmeras seriam estrategicamente distribuídas ao longo de 60 postes, com espaçamento de aproximadamente 41 metros entre cada um. Esse arranjo cobriria os cinco quilômetros da pista de caminhada que percorre o parque.

Atualmente, as 32 câmeras operacionais estão concentradas em duas áreas específicas: 16 unidades monitoram o trecho adjacente ao Bairro Santa Mônica, enquanto outras 16 cobrem a entrada do Bairro Tibery. As imagens capturadas são transmitidas em tempo real para a central de controle localizada na administração do parque, sendo gerenciada por uma empresa sediada em Goiânia.

Investimentos financeiros e manutenção do sistema

A administração municipal de Uberlândia já desembolsou mais de R$ 19 mil para a instalação das câmeras de videomonitoramento até o presente momento. Além disso, a Prefeitura realiza gastos mensais de R$ 1.900 para garantir a manutenção adequada do sistema operacional.

Apesar desses investimentos, o projeto enfrentou limitações em sua abrangência. O estacionamento do parque, por exemplo, não está incluído no escopo original das câmeras de vigilância, deixando essa área particularmente vulnerável a atividades criminosas. Em janeiro, a Futel construiu uma estrutura elevada para facilitar a observação visual do estacionamento, porém essa medida se mostrou insuficiente para inibir os crimes.

Relatos de vítimas e aumento de criminalidade

Os visitantes do Parque do Sabiá convivem constantemente com episódios de roubo e furto. Um consultor de negócios identificado como Mardel Sacramento foi vítima de furto durante suas atividades no parque. Segundo seu relato, perdeu celulares, dinheiro e cartões bancários. Quando questionou um dos guardas sobre o ocorrido, foi informado que tais ações criminosas são rotineiras nas dependências do parque.

A analista de logística Laura Perez também compartilhou sua experiência negativa. Ela teve seu notebook furtado do automóvel enquanto estava no estacionamento do parque. O prejuízo causado pelo roubo aproxima-se de R$ 7 mil, conforme sua estimativa. Laura destacou a ironia da situação: não havia qualquer sinal de arrombamento em seu veículo, revelando a sofisticação das técnicas utilizadas pelos criminosos.

Segundo informações da Polícia Militar, o número de ocorrências criminosas dentro do videomonitoramento apresentou aumento significativo durante o segundo semestre do ano anterior. A corporação militar realiza patrulhas contínuas nos pontos estratégicos do parque onde há maior concentração de crimes, particularmente durante os horários noturnos.

Falta de transparência e informações sobre prazos

Apesar de múltiplas tentativas de contato, a Futel não forneceu explicações oficiais sobre o cronograma de implantação das câmeras restantes. A produção jornalística entrou em contato repetidamente com a assessoria da fundação solicitando uma entrevista com o responsável pelo parque ou informações sobre quando as outras 88 câmeras serão instaladas, mas não obteve qualquer resposta.

A falta de comunicação transparente sobre os avanços do projeto prejudica a confiança dos usuários do parque na capacidade municipal de resolver questões de segurança pública. Frequentadores esperam por clareza quanto aos próximos passos e à data estimada para a conclusão completa do sistema de videomonitoramento.

Perspectivas para a segurança do Parque do Sabiá

O Parque do Sabiá representa um importante espaço de lazer e bem-estar para a população uberlandense. Contudo, o ritmo lento de implementação das medidas de segurança contrastante com o crescimento das ocorrências criminosas demonstra a urgência de ações mais incisivas. Os visitantes reivindicam a aceleração do projeto de videomonitoramento e a extensão da cobertura de câmeras, especialmente nas áreas críticas como o estacionamento.

A continuação dessa situação pode comprometer a frequência ao parque e a qualidade de vida oferecida à comunidade. Urge que as autoridades municipais priorizem a conclusão do projeto de vigilância e estabeleçam comunicação clara com a população sobre os avanços e desafios enfrentados.

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