Opinião Pública 24 Horas. O seu jornal local
Economia

Lei do devedor contumaz prenderá ‘Al Capones’ no Brasil, diz secretário da Receita

A lei complementar do devedor contumaz foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva este mês, após aprovação pelo Congresso Nacional em 2025 The pos...

Lei do devedor contumaz prenderá ‘Al Capones’ no Brasil, diz secretário da Receita
A recente sanção da lei complementar do devedor contumaz, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe uma importante e necessária mudança para o sistema tributário brasileiro. A partir de agora, os chamados "Al Capones" do Brasil, aqueles que se beneficiam da sonegação fiscal de forma constante e reincidente, serão alvo de uma legislação mais rigorosa. Com isso, o país dá um importante passo na luta contra a evasão fiscal e na busca pela justiça fiscal. A lei complementar do devedor contumaz foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, após um longo processo de discussão e debate. O objetivo principal dessa legislação é coibir a prática da sonegação fiscal sistemática, que vem causando prejuízos bilionários aos cofres públicos e, consequentemente, à sociedade como um todo. De acordo com o secretário da Receita, a estimativa é que, só em 2020, a sonegação tenha chegado a cerca de R$ 500 bilhões. Para entendermos melhor a importância dessa lei, é preciso primeiro entender quem são os devedores contumazes. São aqueles devedores que possuem uma dívida ativa com a União, mas que não pagam de forma recorrente e deliberada. Esses devedores se aproveitam das brechas na legislação e utilizam de artifícios para não quitar suas dívidas, prejudicando a arrecadação de impostos e a economia como um todo. Essa prática é conhecida como "planejamento tributário abusivo", que nada mais é do que uma forma de sonegação fiscal disfarçada. Com a lei do devedor contumaz, esses "Al Capones" serão tratados de forma mais rigorosa. A partir de agora, eles poderão ser enquadrados no crime de "fraude à execução fiscal", que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos. Além disso, a lei também prevê a possibilidade de bloqueio de bens e contas bancárias desses devedores, mesmo antes do trânsito em julgado da ação fiscal. Isso significa que, enquanto o processo está em andamento, o devedor não poderá movimentar seus bens e recursos, evitando assim a dilapidação do patrimônio. É importante destacar que a lei do devedor contumaz não tem como alvo os devedores ocasionais, aqueles que, por alguma eventualidade, não conseguem quitar suas dívidas fiscais. O foco é justamente nos devedores contumazes, que fazem da sonegação fiscal uma prática corriqueira e deliberada. Com essa legislação, o governo espera diminuir significativamente a evasão fiscal e aumentar a arrecadação de impostos, que é fundamental para a manutenção dos serviços públicos e para o desenvolvimento do país. Além disso, a lei também traz benefícios para os contribuintes que pagam seus impostos em dia. Com o combate mais efetivo à sonegação fiscal, a arrecadação aumentará e, consequentemente, a carga tributária poderá ser melhor distribuída, aliviando o peso para aqueles que cumprem com suas obrigações fiscais. Além disso, a justiça fiscal também é uma forma de incentivar a concorrência leal entre as empresas, garantindo um ambiente de negócios mais justo e equilibrado. Outro ponto positivo da lei do devedor contumaz é que ela pode ser aplicada retroativamente, ou seja, para aqueles que já possuem dívidas com a União. Isso significa que os devedores contumazes que ainda não foram alvo de ações fiscais, poderão ser enquadrados na
⏱ 3 min de leitura · 👁 1 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn
Também na sua zona