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Nova York derruba 12 sites de deepfakes sexuais ilegais

Promotoria de Manhattan fecha plataformas que criavam deepfakes pornográficos de celebridades sem consentimento usando inteligência artificial.

Nova York derruba 12 sites de deepfakes sexuais ilegais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Operação contra deepfakes sexuais em Nova York

A Promotoria do Distrito de Manhattan anunciou na segunda-feira (14) o encerramento de 12 plataformas digitais que operavam ilegalmente na criação e distribuição de deepfakes sexuais ilegais. A ação representa um marco importante na luta contra crimes digitais que exploram a imagem de pessoas famosas sem autorização, utilizando tecnologia avançada de inteligência artificial.

Os deepfakes sexuais ilegais removidos da rede promoviam explicitamente conteúdo adulto sintético que mostrava celebridades em atos sexuais fabricados digitalmente. A investigação revelou que essas plataformas funcionavam como marketplaces especializados, oferecendo e comercializando material íntimo não consensual gerado por ferramentas de IA sofisticadas.

Dimensão do crime descoberto

Conforme as autoridades de Nova York, os investigados produziram material adulterado envolvendo aproximadamente 1.200 pessoas reais. As vítimas identificadas são predominantemente mulheres de destaque no cenário público, incluindo atrizes, políticas, atletas profissionais, musicistas, defensoras de movimentos sociais e influenciadoras digitais com grande repercussão nas redes sociais.

O esquema criminoso envolvia a criação de vídeos e fotos hiper-realistas que apresentavam versões geradas por inteligência artificial de mulheres famosas em situações sexualmente explícitas. Esses conteúdos eram posteriormente compartilhados e comercializados através das 12 plataformas derrubadas pela Promotoria.

Como funcionam os deepfakes

Deepfake é uma tecnologia que combina deeplearning com detecção facial para substituir o rosto de uma pessoa em fotografias ou vídeos através de algoritmos de inteligência artificial. O processo começa com uma imagem ou vídeo autêntico da pessoa alvo, que é então modificado utilizando aplicativos especializados nessa finalidade. O resultado final é um conteúdo visual extremamente realista que simula a participação da pessoa em situações nunca vividas.

A tecnologia utilizada pelos criminosos aproveita redes neurais convolucionais avançadas para alcançar um nível de detalhe praticamente imperceptível ao olho humano, tornando esses deepfakes sexuais ilegais extremamente prejudiciais e enganosos.

Declarações das autoridades

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg Jr., condenou duramente as atividades das plataformas destruídas. Segundo sua declaração, essas "empresas se beneficiam financeiramente com a publicação e propagação de imagens e vídeos sexuais não consensuais, fabricados ou não através de inteligência artificial".

Bragg Jr. enfatizou o impacto devastador dessas violações na vida das vítimas: "Essas transgressões abomináveis contra a privacidade perseguem as vítimas em suas trajetórias profissionais e existências pessoais, gerando consequências imensas no bem-estar emocional e na saúde mental dessas pessoas".

Continuidade da investigação

A Promotoria do Distrito de Manhattan informou que o trabalho investigativo envolvendo essas plataformas e outras operações similares permanece em curso. As autoridades estabeleceram um monitoramento contínuo para evitar que os mesmos sites retornem ao funcionamento com nomes ou domínios alterados.

A operação demonstra o compromisso das autoridades nova-iorquinas em combater crimes digitais que exploram tecnologia de ponta para violar direitos fundamentais de pessoas, especialmente mulheres no centro das atenções públicas. A derrubada desses 12 sites representa apenas uma etapa na estratégia mais ampla de proteção contra deepfakes sexuais ilegais e conteúdo íntimo não consensual na internet.

Implicações legais e sociais

A ação de Nova York reforça a necessidade de legislação mais robusta contra a criação e distribuição de deepfakes sexuais ilegais em todo o mundo. O caso evidencia como criminosos exploram avanços em inteligência artificial para cometer delitos contra a honra, privacidade e dignidade de indivíduos, particularmente mulheres públicas que se veem vulneráveis a essa forma contemporânea de assédio digital.

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