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Economia

OPEP+ amplia produção de petróleo com retomada do Estreito de Ormuz

OPEP+ aumenta cotas de produção em 188 mil barris/dia a partir de agosto. Reabertura do Estreito de Ormuz e cessar-fogo entre EUA e Irã impulsionam recuperação...

OPEP+ amplia produção de petróleo com retomada do Estreito de Ormuz
Fonte: g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/05/apos-cessar-fogo-entre-eua-e-ira-e-reabertura-do-estreito-de-ormuz-opep-aumenta-producao-de-petroleo.ghtml

OPEP+ aprova novo aumento na produção de petróleo

A aliança formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus parceiros produtores, conhecida como OPEP+, divulgou um comunicado neste domingo (5) informando a aprovação de um novo aumento nas metas de produção de petróleo. A decisão, tomada durante reunião online, visa expandir a oferta global em um contexto marcado pela queda nos preços internacionais e pela reabertura gradual das rotas comerciais estratégicas.

O aumento aprovado pela OPEP+ produção petróleo será de 188 mil barris por dia a partir de agosto, complementando aumentos equivalentes já autorizados para junho e julho. Esta sequência de elevações representa um esforço coordenado de recuperação da capacidade produtiva global, após período de restrições impostas por conflitos regionais.

Contexto de recuperação gradual

A produção da OPEP+ tinha caído significativamente para 33,13 milhões de barris por dia em maio, conforme dados da organização, comparado aos 42,77 milhões de barris diários registrados em fevereiro. Esta redução acentuada foi provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros, causado por tensões geopolíticas que afetaram exportações de países-chave como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.

Os sinais de recuperação começaram a aparecer em junho, impulsionados pelos esforços diplomáticos dos Estados Unidos para facilitar a ampliação das exportações de petróleo pelos Emirados Árabes Unidos e outros membros da coligação. A assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã, visando encerrar o conflito, reforçou a confiança dos investidores na normalização da oferta.

Dinâmica dos preços e pressões de mercado

Apesar das permanentes interrupções no fornecimento durante o período de crise, os preços do petróleo retornaram aos patamares anteriores ao conflito. Na sexta-feira (3), o petróleo Brent era negociado aproximadamente a 72 dólares por barril, distante dos picos que ultrapassaram 120 dólares e retornando aos níveis observados antes do ataque de 28 de fevereiro.

Esta estabilização de preços resulta de múltiplos fatores: queda nas importações chinesas, aumento das exportações de produtores fora do Oriente Médio e liberação recorde de reservas estratégicas globais coordenada pela Agência Internacional de Energia. Giovanni Staunovo, analista do banco UBS, destacou que o foco permanece em determinar quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e na velocidade de recuperação das importações chinesas de petróleo bruto.

Desafios internos da OPEP+

Além de definir as novas metas de aumento cotas produção, a OPEP+ enfrenta questões internas complexas. Os Emirados Árabes Unidos deixaram a aliança no fim de abril, argumentando necessidade de alinhar sua capacidade produtiva mais próxima à produção efetiva, sem restrições impostas pelo grupo. O Iraque, por sua vez, já sinalizou pretensões por cotas maiores de produção.

Atualmente, a OPEP+ reúne 21 membros, incluindo o Irã, porém apenas sete países participam ativamente da gestão mensal da produção. Estes sete produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — vêm aumentando gradualmente a produção como parte da reversão de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado em 2023.

Perspectivas futuras e reversão completa de cortes

Com a aprovação do aumento de agosto já confirmada, os sete principais membros ainda terão aproximadamente 379 mil barris por dia do corte original para devolver ao mercado, conforme cálculos da Reuters. Caso o grupo aprove um aumento similar para setembro, na próxima reunião programada para 2 de agosto, a reversão completa do corte de 2023 será alcançada.

A trajetória de recuperação da oferta global petróleo dependerá significativamente da estabilidade geopolítica regional e da manutenção das rotas comerciais abertas. A reabertura do Estreito de Ormuz permanece como fator crítico para a normalização das operações, uma vez que esta passagem estratégica é fundamental para as exportações da região.

O mercado petrolífero global continuará monitorando atentamente os desenvolvimentos das próximas reuniões da OPEP+, bem como a evolução das dinâmicas de demanda chinesa, que permanece como indicador essencial para a estabilidade dos preços internacionais de energia.

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