PSB oficializa França como vice de Haddad e Tebet para Senado
PSB confirma Márcio França como vice na chapa de Haddad e lança Simone Tebet para o Senado em São Paulo nas eleições 2026.

PSB oficializa vice Haddad em convenção estadual
O Diretório Estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizou convenção na noite de sexta-feira (31) na Assembleia Legislativa de São Paulo para oficializar seus candidatos às eleições 2026. O evento ratificou o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e confirmou a participação do partido na coligação que apoiará a reeleição de Lula (PT) à presidência da República.
A PSB oficializa vice Haddad confirmando Márcio França, ex-ministro e ex-governador de São Paulo, para compor a chapa ao lado do candidato petista. A escolha reforça a aliança entre as legendas e busca fortalecer a candidatura do PT no estado mais populoso do Brasil, considerado crucial para as próximas disputas eleitorais.
Tebet lançada ao Senado pelo PSB
Além de Márcio França, o Partido Socialista Brasileiro anunciou o lançamento de Simone Tebet como candidata a uma das duas cadeiras de São Paulo no Senado Federal. A ex-candidata presidencial pela União Brasil reforça a frente ampla de centro-esquerda que se constitui em torno da candidatura de Haddad.
Para a outra vaga no Senado, o PSB confirmou apoio à candidatura de Marina Silva, filiada à Rede Sustentabilidade. Essa configuração demonstra a busca por pluralidade dentro da aliança de centro-esquerda que visa competir nas eleições de 2026.
Lançamentos de candidaturas federais e estaduais
A convenção estadual do PSB em São Paulo não limitou-se aos cargos executivos e ao Senado. O partido oficializou o lançamento de 71 candidatos para deputado federal e 86 candidatos para a Assembleia Legislativa Estadual. Esses números demonstram o empenho da legenda em aumentar sua representatividade tanto nas instâncias federais quanto estaduais.
Entre os presentes à convenção estavam parlamentares de destaque do partido, como os deputados federais Tabata Amaral e Jonas Donizette, além de deputados estaduais Andrea Werner, Marina Helou, Valdomiro Lopes e Caio França, que preside a executiva estadual do PSB em São Paulo.
Participação de Alckmin na campanha de Haddad
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por 12 anos e atualmente concorre à reeleição como vice-presidente da República ao lado de Lula (PT), esteve presente na convenção do PSB em São Paulo. Sua presença gerou reflexões sobre o papel que exercerá na campanha de Haddad.
Fernando Haddad destacou a relevância de contar com Alckmin durante a campanha, ressaltando sua experiência como quadrúplo governador de São Paulo e sua avaliação positiva junto ao eleitorado. "Como participou em 2022, um homem quatro vezes governador, bem avaliado, uma pessoa sensata, democrática. É um parceiro leal. Acho que nós temos muito a contribuir com o estado de São Paulo", afirmou o candidato ao governo estadual.
Estratégia de campanha com múltiplos atores políticos
Simone Tebet explicou como a frente ampla pretende organizar sua estratégia de campanha aproveitando os diferentes perfis políticos dos integrantes da coligação. Segundo ela, os candidatos percorrerão o interior de São Paulo em diversos momentos, alternando entre atuações conjuntas e individualizadas conforme seus respectivos públicos-alvo.
"Vamos rodar o interior com vários braços e várias pernas. Em determinados momentos estaremos juntos, em determinados momentos cada um com seu perfil. Esta frente ampla permite que uns falem com evangélicos, outros falem com agronegócio, alguns com agricultura familiar, outros com setor produtivo e assim vai", explicou Tebet durante a convenção.
Essa divisão estratégica de funções busca maximizar o alcance da coligação em diferentes segmentos eleitorais, aproveitando as respectivas bases de apoio de cada integrante da aliança que se forma para 2026.
Papel limitado de Alckmin pela vice-presidência
Embora reconheça a importância de Alckmin como ex-governador com força no interior e junto ao setor empresarial, Márcio França foi mais realista sobre a disponibilidade de horários para participação campanha. Segundo França, a atuação de Alckmin ficaria restrita a finais de semana e horários alternativos, considerando suas responsabilidades como vice-presidente da República.
"Só em final de semana, horário de almoço, de jantar, se ele tirar férias também", brincou França, que reconheceu nunca ter presenciado Alckmin tirar férias, mas demonstrou otimismo quanto à possibilidade dele participar da campanha de Haddad nos momentos disponíveis. Essa postura pragmática reflete os desafios de conciliar responsabilidades governamentais com atividades de campanha eleitoral.