TSE reafirma segurança do sistema de votação eletrônico
Presidente do TSE destaca transparência e segurança das urnas eletrônicas. Tribunal cria conselho consultivo para combater desinformação nas eleições 2026.

TSE reafirma compromisso com a segurança do sistema de votação eletrônico
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, enfatizou no domingo (9) que a instituição permanece dedicada a demonstrar a transparência e a confiabilidade do sistema de votação eletrônico brasileiro. O gestor da corte destacou que a justiça eleitoral segue investindo em iniciativas para fortalecer a credibilidade das urnas eletrônicas junto à população.
A declaração foi proferida durante a Corrida Pela Democracia, evento realizado no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, que marcou o encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Na oportunidade, o presidente do TSE reiterou a importância de manter a confiança dos eleitores no processo democrático.
Desacreditação prejudica participação eleitoral
Nunes Marques alertou sobre os riscos associados a campanhas que visam desacreditar o sistema de votação eletrônico. "Desacreditar o sistema de votação é desconvidar o eleitor a comparecer às urnas", afirmou o ministro, reforçando que a confiança no processo eleitoral é fundamental para a participação democrática.
Questionado sobre estratégias para combater desinformação relacionada ao sistema de votação eletrônico, o presidente do TSE esclareceu que a abordagem do tribunal não se concentra em responder individualmente a cada alegação falsa. Em vez disso, a instituição prioriza ações estruturais e preventivas.
Estratégia de fortalecimento da segurança cibernética
O ministro explicou que o TSE direciona seus esforços para potencializar a segurança cibernética das operações eleitorais e reforçar a credibilidade do sistema de votação eletrônico. "Sempre voltar as ações do TSE para fortalecer segurança cibernética, nosso sistema de votação e tentar levar essa informação a toda sociedade brasileira", complementou Nunes Marques.
Esta abordagem integrada busca não apenas melhorar os mecanismos técnicos de proteção, mas também disseminar conhecimento sobre o funcionamento seguro do sistema de votação eletrônico entre a população brasileira, reduzindo a vulnerabilidade a boatos e desinformação.
Combate a deepfakes e inteligência artificial nas eleições
Durante o evento, o presidente do TSE abordou as preocupações crescentes com deepfakes e o uso indevido de inteligência artificial no contexto eleitoral. A tecnologia tem sido explorada para criar conteúdos fraudulentos que simulam falsamente declarações de candidatos nas redes sociais, representando um desafio significativo para a integridade do processo eleitoral.
Nunes Marques revelou que o TSE mantém diálogos contínuos com as principais plataformas de redes sociais para estabelecer protocolos de resposta. "Todas elas [plataformas] concordaram com nosso plano. Já está assinado e colocaram ferramentas à disposição para minimizar esse tipo de incidente, esse tipo de desinformação", informou o ministro.
Os acordos já estabelecidos incluem a disponibilização de ferramentas tecnológicas pelas plataformas de internet, visando identificar e remover conteúdo fraudulento com maior rapidez e eficiência.
Criação de conselho consultivo para eleições 2026
Uma das medidas mais significativas anunciadas foi a instituição de um conselho consultivo especializado em Integridade Informacional nas Eleições 2026. Este órgão foi criado na semana do evento e funcionará como instância consultiva da Presidência do TSE, fornecendo recomendações e orientações para proteger a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral.
O conselho adota uma estrutura multidisciplinar, reconhecendo que os desafios contemporâneos à integridade eleitoral exigem expertise de múltiplas áreas. Sua composição reflete a complexidade dos problemas que podem comprometer a confiança no sistema de votação eletrônico e na democracia brasileira.
Composição e especialidades do conselho
A estrutura consultiva reúne profissionais e especialistas de várias disciplinas, selecionados por sua relevância estratégica para enfrentar desafios atuais. Entre as áreas de expertise representadas estão tecnologia e inteligência artificial, permitindo que o conselho compreenda as inovações que podem ser usadas tanto para proteger quanto para comprometer a integridade eleitoral.
A segurança pública e o combate à criminalidade organizada também contam com representação, reconhecendo que ameaças não se limitam ao âmbito digital. Profissionais de comunicação social, administração pública e orçamento integram o grupo, trazendo perspectivas sobre como informações fluem na sociedade e como recursos podem ser alocados estrategicamente.
Adicionalmente, o conselho inclui especialistas em saúde pública e proteção do eleitor, bem como juristas em direito eleitoral e constitucional. A participação de representantes de relações internacionais, academia, sociedade civil e promoção de direitos fundamentais completa um panorama abrangente e inclusivo.
Perspectivas para as eleições de 2026
A criação deste conselho consultivo sinaliza o reconhecimento pelo TSE de que a proteção do sistema de votação eletrônico exige esforços contínuos e atualizações constantes. O processo eleitoral de 2026 será a oportunidade para testar e refinar as estratégias desenvolvidas com base nas recomendações do conselho.
Com essas iniciativas, o tribunal demonstra seu compromisso em manter a confiança pública no sistema de votação eletrônico, respondendo proativamente aos desafios que emergem na era digital e assegurando que o eleitor brasileiro possa participar das eleições com segurança e tranquilidade.